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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . COPA DO MUNDO

França - 1998

HISTÓRIA
França e Brasil, final dos sonhos

Wander Roberto/Acervo/Gazeta Press
Bebeto contra a forte defesa francesa: ataque brasileiro não sai do zero na final


A última Copa do Século. Esta frase, intensamente alardeada pela mídia logo após o tetra brasileiro nos EUA, veio acompanhada por todo o potencial de organização e marketing dos franceses, donos da casa e ausentes da mega-festa do futebol desde o terceiro lugar de 1986. Desta vez, eles queriam não só fazer a melhor Copa de todos os tempos, mas também ganhá-la. Michel Platini, o melhor jogador da França de todos os tempos e um dos organizadores do evento, jamais escondeu o seu grande sonho: realizar a maior Copa que o mundo já viu e assistir, na final, o triunfo do seu país sobre a maior seleção do mundo, a do Brasil. Seria, sem dúvida, uma festa inesquecível – para eles.

Não foi a primeira vez que a França recebeu a competição em seu território. Claro que, da última vez, exatos sessenta anos atrás, a Copa ainda não podia contar com o moderno sistema de transportes da França, ou mesmo pelo acompanhamento instantâneo, em qualquer parte do planeta, proporcionado pela Internet.

Mas estas não foram as novidades. Depois de vinte anos, o fechado grupo de campeões mundiais conheceu mais um integrante: Uruguai, Argentina, Brasil, Inglaterra, Itália e Alemanha ganharam a companhia dos franceses. Vitória justa dos anfitriões que montaram a maior Copa de todos os tempos. A última vez que um time que jamais havia vencido a Copa conseguiu este feito foi em 1978, quando a Argentina bateu a forte Holanda na final.

Foi uma Copa de nível técnico bem superior ao das duas anteriores. Praticamente todas as equipes atuaram ofensivamente. Houve muitas goleadas. E alguns artilheiros conseguiram justificar seu prestígio: Suker, Batistuta, Vieri, Salas, Hernandez, Bierhoff e Ronaldinho, mesmo com seus problemas no joelho.

Forma de disputa

Em 68 anos, nunca uma Copa teve tantos participantes: 32. Oito grupos de quatro equipes formaram a primeira fase do torneio. Destes, apenas os dois melhores por chave passaram à fase final, o já tradicional "mata–mata". Pela primeira vez na história das copas, passou a valer a "morte súbita" a partir das oitavas–de–final, ou seja, durante os 30 minutos de prorrogação, a primeira equipe a marcar o "golden gol" (como a Fifa prefere chamar a morte súbita), vence a partida e evita o desempate por cobrança de pênaltis.

Confira a formação dos grupos da primeira fase.

Grupo A: Brasil, Escócia, Marrocos e Noruega
Grupo B: Itália, Chile, Camarões e Áustria
Grupo C: França, Dinamarca, Arábia Saudita e África do Sul
Grupo D: Espanha, Nigéria, Paraguai e Bulgária
Grupo E: Holanda, Bélgica, México e Coréia do Sul
Grupo F: Alemanha, Iugoslávia, EUA e Irã
Grupo G: Inglaterra, Romênia, Colômbia e Tunísia
Grupo H: Argentina, Croácia, Japão e Jamaica

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