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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . LIBERTADORES

Brasil ano a ano

1960 - Bahia (2 jogos - 1 vitória - 1 derrota - 3 gols pró - 5 gols contra)
O time foi desclassificado na primeira fase pelos argentinos do San Lorenzo, em dois jogos. Os baianos perderam o primeiro duelo por 3 a 0, ganharam a segunda partida por 3 a 2, mas o placar foi insuficiente para levá-los à fase seguinte. No primeiro ano, o campeão foi o time uruguaio do Peñarol, que bateu os paraguaios do Olímpia.

1961 - Palmeiras (6j - 3v - 2e - 1d - 10gp - 5gc)
O Palmeiras atingiu a final da Libertadores contra os uruguaios do Peñarol e acabou perdendo a chance de ser campeão no Pacaembu. O time brasileiro tinha em seu elenco o zagueiro Djalma dos Santos e o ponta-direita Julinho Botelho e ficou apenas no empate na segunda e decisiva partida por 1 a 1. Na primeira partida, o Verdão perdeu por 1 a 0, em Montevidéu.

1962 - Santos (9j - 6v - 2e - 1d - 29gp - 11gc)
Surgiu o primeiro time brasileiro campeão. O Santos do ataque maravilhoso de Dorval, Megalvio, Coutinho, Pelé e Pepe deu verdadeiros shows em gramados sul-americanos. O time entrou para a história ao emplacar a maior goleada da história da Libertadores, um tremendo 9 a 1 sobre o Cerro Porteño, no dia 28 de fevereiro na Vila Belmiro. A equipe bateu na final, o Peñarol, que havia ganho as duas edições anteriores.

1963 - Botafogo (6j - 4v - 1e - 1d - 6gp - 6gc)
Santos (4j - 3v - 1e - 10gp - 4gc)

Só o Santos de Pelé para deter o sonho do Botafogo de Mané Garrincha de conquistar a América. A Estrela Solitária não tomou conhecimento dos adversários na primeira fase, mas acabou sucumbindo na semifinal, diante do Peixe. Foram dois jogos espetaculares, com um empate em 1 a 1 no primeira jogo, e vitória santista no outro confronto por 4 a 0. Na final, o time paulista passou pelo Boca Juniors, vencendo as duas partidas - 3 a 2, na Vila, e 2 a 1 em La Bombonera - e conquistando o bi da Libertadores.

1964 - Bahia (2j - 1e - 1d - 1gp - 2gc)
Santos (2j - 2d - 3gp - 5gc)

Santos e Bahia acabaram não tendo um bom desempenho e caíram nos seus primeiros confrontos. O Bahia foi derrotado pelo Deportivo Itália, da Venezuela, ainda na primeira fase. Já o Peixe sucumbiu diante do Independiente na semifinal, lembrando que o time paulista não precisou disputar a fase anterior, por ser o atual campeão. Com a vitória, o time argentino embalou e levou o primeiro título na Libertadores, batendo os uruguaios do Nacional, na final.

1965 - Santos (7j - 5v - 2d - 18gp - 12gc)
Novamente, o alvinegro praiano caiu na semifinal. Após realizar uma bela campanha na primeira fase, vencendo seus quatro jogos, o time não resistiu à catimba uruguaia do Peñarol e perdeu na terceira e decisiva partida por 2 a 1. No primeiro jogo, o Santos venceu por 5 a 4, enquanto no segundo duelo, os uruguaios levaram a melhor por 3 a 2. Na final, o Peñarol acabou sendo derrotado pelo Independiente, que conquistava o seu bicampeonato.

1966 - Não houve participação brasileira
Os brasileiros estavam insatisfeitos com a virilidade apresentada pelos adversários e decidiram não participar da Libertadores. Segundo os dirigentes, os times argentinos, uruguaios e paraguaio tinham um jogo extremamente violento, que colocaria em risco a integridade física dos atletas. O representante brasileiro seria o Santos, vencedor da Taça Brasil do ano anterior.

1967 - Cruzeiro (12j - 9v - 1e - 2d - 27gp - 12gc)
Na sua primeira participação, o Cruzeiro acabou caindo nas semifinais, após massacrar seus adversários na primeira fase. O time passou por representantes do Peru e Venezuela, e na semifinal, teve pela frente os uruguaios do Peñarol e Nacional. A Raposa tropeçou nos dois jogos fora de casa, e nem as vitórias no Mineirão garantiram a classificação. O Nacional garantiu a ponta e perdeu o título para o Racing, da Argentina.

1968 - Palmeiras (15j - 11v - 1e - 3d - 26gp - 13gc)
Naútico (6j - 1v - 2e - 3d - 7gp - 8gc)

Pela primeira vez, Pernambuco colocava um representante na Libertadores. Inexperiente, o time caiu diante dos venezuelanos, na primeira fase. O time somou apenas uma vitória, contra o Deportivo Galícia por 1 a 0. Já o Palmeiras foi bem mais longe e chegou à sua segunda final de Libertadores. Novamente, o Verdão morreu na praia e acabou sendo derrotado pelo Estudiantes, da Argentina, no terceiro e decisivo jogo por 2 a 0. Na primeira partida, os argentinos venceram por 2 a 1, enquanto no segundo confronto, o alviverde paulista levou a melhor por 3 a 1.

1969 e 1970 - Não houve participação brasileira

1971 - Palmeiras (10j - 7v - 3d - 19gp - 12gc)
Fluminense (6j - 4v - 2d - 16gp - 6gc)

O tricolor carioca não resistiu ao bom futebol palmeirense e acabou caindo na primeira fase, na chave que tinha também os representantes da Venezuela. Já o Verdão, com a mesma base de 68, acabou tombando, novamente, diante do Nacional. O time foi arrasado pelos uruguaios por 3 a 1 e 3 a 0, e acabou sendo eliminado. Neste ano, o Nacional acabou batendo o Estudiantes, na decisão.

1972 - São Paulo (10j - 4v - 4e - 2d - 14gp - 9gc)
Atlético-MG (6j - 4e - 2d - 4gp - 6gc)
O Atlético deu vexame em sua primeira participação. O Galo acabou saindo do torneio sem vitórias e, ainda por cima, acabou abandonando a partida diante do Olímpia, fora de casa. O São Paulo não fez feio e caiu apenas diante do campeão, o Independiente. Mas, restou um consolo. O tricolor quebrou a invencibilidade do time argentino, vencendo por 1 a 0.

1973 - Botafogo (10j - 5v - 2e - 3d - 23gp - 17gc)
Palmeiras (6j - 4v - 1e - 1d - 10gp - 6gc)
O saldo de gols decidiu a classificação do Fogão sobre o Palmeiras, na primeira fase. Os representantes uruguaios não foram páreo para os brasileiros. Com isso, o alvinegro garantiu sua vaga na semifinal, mas acabou não resistindo ao bom time do Colo Colo e do Cerro Porteño, ficando em último na sua chave. Neste ano, o Independiente conquistou seu quarto título na Libertadores.

1974 - São Paulo (13j - 8v - 3e - 2d - 25gp - 9gc)
Palmeiras (6j - 3v - 3d - 7gp - 5gc)
O Independiente acabou novamente com o sonho são-paulino de conquistar o título. Os argentinos superaram o Tricolor na final por 1 a 0, no Estádio Nacional de Santiago. O São Paulo perdeu um pênalti com o meia Zé Carlos e, com isso, os argentinos ganharam ânimo e decidiram com o atacante Pavoni, aos 37 minutos do segundo tempo.

1975 - Cruzeiro (10j - 5v - 1e - 4d - 15gp - 15gc)
Vasco da Gama (6j - 1v - 3e - 2d - 7gp - 7gc)
Mais uma vez, o Brasil parou no Independiente. Desta vez, foi o Cruzeiro, que acabou dançando nas semifinais, diante do time argentino. Na primeira fase, a equipe mineira arrasou os times da Colômbia, mas acabou sucumbindo diante da força de Pavoni, Bertoni e Commisso, que conquistaram o quarto título consecutivo em 1975. Já o Vasco deu vexame e foi lanterninha do seu grupo na primeira fase.

1976 - Cruzeiro (13j - 11v - 1e - 1d - 46gp - 17gc)
Internacional (6j - 3v - 1e - 2d - 10gp - 8gc)
Show mineiro na Libertadores. O time comandado por Raul, Nelinho, Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Palhinha deu espetáculo nos gramados sul-americanos e levantou a primeira taça para Minas Gerais. A Raposa detonou paraguaios na primeira fase, com goleadas de 4 a 1 sobre Olímpia e Sportivo Luqueño. Depois, foi a vez do LDU Quito levar de quatro, e o Alianza de Lima acabar engolindo sete gols no Mineirão. Por fim, na final o Cruzeiro goleou o River Plate por 4 a 1, na primeira partida. No jogo de volta, os argentinos venceram por 2 a 1 e levaram a decisão para o jogo desempate, que terminou com a vitória da Raposa por 3 a 2.

1977 - Internacional (10j - 5v - 2e - 3d - 11gp - 9gc)
Corinthians (6j - 2v - 1e - 3d - 10gp - 6gc)
Cruzeiro (7j - 4v - 1e - 2d - 8gp - 2gc)
O Timão sambou ainda na primeira fase, com desempenhos medíocres fora de casa. Já o Colorado caiu na semifinal, diante do Cruzeiro, que chegou na final e acabou sendo derrotado pelo Boca Juniors. Os mineiros perderam na disputa de pênaltis, após empatarem o jogo desempate, em Montevidéu, em 0 a 0. Na disputa, a Raposa perdeu por 5 a 4.

1978 - Atlético-MG (10j - 5v - 2e - 3d - 19gp - 14gc)
São Paulo (6j - 1v - 3e - 2d - 6gp - 7gc)
O Galo não resistiu ao bom desempenho dos argentinos e não fez frente à River Plate e Boca Juniors nas semifinais. O time mineiro faturou o grupo 3, que tinha o São Paulo e mais dois times chilenos, mas não passou pela catimba argentina. Após eliminar o alvinegro mineiro, o Boca conseguiu faturar o bicampeonato, contra o Deportivo Cali.

1979 - Guarani (10j - 5v - 3e - 2d - 20gp - 11gc)
Palmeiras (6j - 3v - 3d - 15gp - 11gc)
Os peruanos não foram adversários para os brasileiros. Guarani e Palmeiras acabaram decidindo a vaga, e o Bugre levou a melhor nos confrontos diretos, vencendo o Palmeiras por 1 a 0 e 4 a 1. Mas, na segunda fase, a inexperiência de Careca, Zé Carlos e Renato tombou diante da virilidade paraguaia do Olímpia. O time não venceu nenhuma partida na semifinal e foi eliminado pelos paraguaios e chilenos. O título ficou com o Olímpia, que quebrou o monopólio de uruguaios, argentinos e brasileiros na competição.

1980 - Internacional (6j - 4v - 1e - 1d - 10gp - 3gc)
Vasco da Gama (6j - 3v - 2e - 1d - 7gp - 2gc)
Mais uma vez, o Brasil não encontrou dificuldade para passar à segunda fase. Inter e Vasco não deram a chance aos times venezuelanos e disputaram a vaga para a semifinal, que acabou com o Colorado. O time de Falcão passou por Vélez Sarsfield e o América de Cali, e garantiu a vaga na final contra o Nacional, do Uruguai. Mas, a equipe gaúcha não resistiu e acabou ficando com o vice, após empatar o primeiro jogo em 0 a 0 e perder a partida de volta por 1 a 0.

1981 - Flamengo (11j - 6v - 5e - 24gp - 11gc)
Atlético-MG (7j - 2v - 5e - 8gp - 6gc)
A polêmica eliminou o Atlético do torneio. O time empatou com o Flamengo e teve que disputar um jogo decisivo com o rubro-negro. Aos 35 minutos, o Galo teve cinco jogadores expulsos, sendo eliminado do torneio. Com a classificação na mão, o Mengão partiu para cima dos adversários e levou o título, ao derrotar o Cobreloa na terceira e decisiva partida por 2 a 0. Zico, Júnior, Mozer, Adílio e Andrade conseguiram levar a primeira Libertadores para o futebol carioca.

1982 - São Paulo (6j - 2v- 2e - 2d - 7gp - 6gc)
Grêmio (6j - 1v - 3e - 2d - 6gp - 6gc)
Flamengo (4j - 2v - 2d - 7gp - 4gc)
Desta vez, não deu para os brasileiros. Enfrentando os uruguaios, São Paulo e Grêmio acabaram sendo vítimas do futebol guerreiro do Peñarol, que conquistou mais um título. Outra equipe que dançou diante do mesmo Peñarol foi o Flamengo, que sucumbiu nas semifinais. Os cariocas foram derrotados nos dois confrontos com os uruguaios e tiveram que se contentar com o terceiro lugar. Foi uma participação frustrante para quem tinha acabado de vencer a Libertadores.

1983 - Grêmio (12j - 8v - 3e - 1d - 23gp - 12gc)
Flamengo (6j - 2v - 2e - 2d - 15gp - 10gc)
Uma campanha inquestionável. Foi apenas uma derrota em 12 partidas na primeira Libertadores do Grêmio. Com vitórias apertadas, o tricolor gaúcho foi avançando e derrubando seus adversários. Na primeira fase, dois bolivianos e o Flamengo. Na semifinal, foi a vez do Estudiantes, da Argentina, e o América de Cali, responsável pela única derrota do Grêmio. Coroando seu desempenho, os gaúchos venceram o Peñarol por 2 a 1 no segundo jogo. Na primeira partida, eles empataram em 1 a 1.

1984 - Flamengo (11j - 8v - 2e - 1d - 28gp - 13gc)
Santos (6j - 1v - 5d - 5gp - 14gc)
Grêmio (7j - 3v - 2e - 2d - 14gp - 6gc)
Após 20 anos sem participar da Libertadores, o Santos deu vexame. Venceu apenas um jogo numa chave que contava com times colombianos. A vaga ficou com o Flamengo, que acabou caindo nas semifinais, diante de Grêmio e Universidad Los Andes. Já o tricolor gaúcho chegou à sua segunda final consecutiva, mas, desta vez, o time não teve muita sorte e acabou sendo derrotado pelo Independiente, da Argentina, que faturou o seu sétimo título.

1984 - Fluminense (6j - 3e - 3d - 3gp - 6gc)
Vasco da Gama (6j - 3e - 3d - 6gp - 11gc)
Vexame brasileiro. Pela primeira vez, o País saía da competição sem vitórias. No confronto com o Argentinos Juniors e Ferrocarril, os cariocas levaram a pior e foram eliminados facilmente pelos portenhos. Ao final do torneio, o Argentinos Juniors acabou levantando o seu primeiro e único título, ao bater o América de Cali.

1986 - Coritiba (6j - 2v - 3e - 1d - 8gp - 5gc)
Bangu (6j - 2e - 4d - 6gp - 12gc)
Se no Brasileirão eles surpreenderam, Coritiba e Bangu não conseguiram o mesmo feito na Libertadores. Os times caíram já na primeira fase diante dos representantes equatorianos, Barcelona e Deportivo Quito. O Brasil, mais uma vez, se despedia na fase classificatória e via os argentinos do River Plate serem campeões, derrotando mais uma vez o América de Cali.

1987 - Guarani (6j - 1v - 3e - 2d - 6gp - 8gc)
São Paulo (6j - 1v - 2e - 3d - 9gp - 13gc)
Os "Menudos de Cilinho" não vingaram e os paulistas colaboraram para o terceiro ano da eliminação precoce dos times brasileiros. São Paulo e Guarani caíram diante de Cobreloa e Colo Colo, do Chile, ainda na primeira fase. Os times atuaram mal e brigaram para ver quem ficava com a lanterna do grupo 3, enquanto os chilenos lutavam pela vaga, que acabou com o Cobreloa. Na final, o América de Cali amargou o tri-vice, ao ser derrotado pelo Peñarol.

1988 - Sport (6j - 2v - 1e - 3d - 7gp - 6gc)
Guarani (8j - 3v - 3e - 2d - 10gp - 7gc)
Em meio a controvérsia do título brasileiro, a CBF determinou que Sport e Guarani representassem o Brasil. O resultado acabou não sendo tão vexatório, pois o Bugre passou às quartas-de-final, quando foi eliminado pelo San Lorenzo, da Argentina. O time de Campinas empatou a primeira partida por 1 a 1, e foi derrotada no segundo jogo por 1 a 0. O Brasil não foi muito longe, mas pelo menos conseguiu passar da primeira fase. O título ficou com os uruguaios do Nacional.

1989 - Bahia (10j - 5v - 4e - 1d - 14gp - 8gc)
Internacional (12j - 6v - 2e - 4d - 20gp - 12gc)
Apesar de pegarem os fracos times venezuelanos do Tachira e do Marítimo, os brasileiros passaram sufoco para garantir sua vaga na fase seguinte do torneio. Apesar disso, o Bahia de Bobô, Charles e Zé Carlos, e o Inter de Taffarel conseguiram se classificar para as oitavas. O Inter bateu o Peñarol, enquanto o Bahia superou o Universitario, do Peru. Nas quartas, os brasileiros se enfrentaram e o Colorado levou a melhor. Mas, os gaúchos dançaram nas semifinais, ao serem derrotados pelo Olímpia nos pênaltis.

1990 - Vasco da Gama (10j - 2v - 5e - 3d - 8gp - 9gc)
Grêmio (6j - 1v - 3e - 2d - 5gp - 6gc)
Mesmo ficando apenas na terceira posição no grupo com os paraguiaos do Olímpia e Cerro Porteño, o Vasco conseguiu se classificar à próxima fase, na qual derrotou os chilenos do Colo Colo nos pênaltis por 5 a 4. Mas, a equipe cruzmaltina acabou sucumbindo diante do Nacional de Medellin, após empatarem em 0 a 0 e perderem pela contagem mínima na partida de volta. O tricolor gaúcho deu vexame e ficou na lanterninha do grupo, na fase classificatória.

1991 - Corinthians (8j - 1v - 5e - 2d - 9gp - 10gc)
Flamengo (10j - 6v - 3e - 1d - 21gp - 10gc)
Papelão alvinegro na Libertadores. Revoltada, a torcida protagonizou a "Noite das Garrafadas" no Pacaembu, quando o time perdeu do Flamengo por 2 a 0. Depois, o Timão acabou caindo diante do Boca Juniors de Cannigia e Latorre, mesmo time que eliminou o Flamengo nas quartas-de-final. O consolo para o rubro-negro é que o time teve o artilheiro da competição: o atacante Renato Gaúcho, com oito gols.

1992 - São Paulo (14j - 8v - 3e - 3d - 20gp - 9gc)
Criciúma (10j - 6v - 2e - 2d - 19gp - 12gc)
Preparação para encarar a altitude. Jogos complicados contra o "frágil" Criciúma e uma vitória sofrida sobre o Newell's Old Boys foram os dramas que o torcedor do São Paulo teve que superar para garantir seu primeiro título na Libertadores. O pênalti que Zetti agarrou do zagueiro Gamboa levantou os mais de 120 mil torcedores e sacudiu a noite paulistana. Era o primeiro título do tricolor e o início de uma dinastia brasileira na competição.

1993 - Flamengo (10j - 5v - 2e - 3d - 19gp - 12gc)
Internacional (6j - 3e - 3d - 4gp - 9gc)
São Paulo (8j - 4v - 2e - 2d - 13gp - 6gc)
O Brasil deu um verdadeiro show em 93. Tirando o Inter, que ficou na lanterna do grupo na fase classificatória, os outros clubes brasileiros se deram muito bem. O Flamengo protagonizou a maior goleada dos anos 90, enfiando 8 a 2 no Minerven, nas oitavas-de-final. Já o São Paulo acabou conquistando o bi, mas para isso precisou superar Newell's Old Boys, Flamengo, Cerro Porteño e Universidad Catolica. O time comandado por Telê soube administrar todos os jogos e levantou o seu segundo título consecutivo, com uma goleada impiedosa sobre o time chileno por 5 a 1 na partida de ida. No Chile, o Tricolor perdeu por 2 a 0, mas levantou a taça.

1994 - Cruzeiro (8j - 3v - 2e - 3d - 7gp - 9gc)
Palmeiras (8j - 3v - 1e - 4d - 15gp - 9gc)
São Paulo (8j - 4v - 2e - 2d - 10gp - 8gc)
Cada vez mais os times nacionais se interessavam pelo torneio. Apesar de pegarem Vélez e Boca Juniors na primeira fase, os brasileiros conseguiram se classificar, inclusive, com uma goleada histórica do Verdão sobre o Boca por 6 a 1. O alviverde também atropelou o Vélez por 4 a 1. Mas, isto tudo acabou nas oitavas, quando o time do Parque Antárctica foi eliminado pelo São Paulo, que partia em busca do tri, mas acabou perdendo o título para o Vélez do goleiro Chilavert na disputa de pênaltis.

1995 - Palmeiras (10j - 6v - 1e - 3d - 23gp - 12gc)
Grêmio (14j - 8v - 4e - 2d - 29gp - 14gc)
Mais uma vez, o Palmeiras impôs goleadas, mas terminou com as mãos abanando. O time comandado por Luxemburgo bateu o Nacional de Medellin por 7 a 0, mas acabou dançando diante do poderoso Grêmio de Felipão. Os gaúchos golearam a máquina palmeirense por 5 a 0, com uma atuação de gala do matador Jardel, que fez três gols naquela noite. No jogo de volta, quase o Tricolor deixa a classificação escapar. O Palmeiras fez 5 a 1 e pressionou a meta de Murilo, reserva da Danrlei, que estava machucado naquela partida. Depois de passar pelo Verdão, ficou fácil para Felipão conquistar a América. Os adversários eram Emelec e Nacional de Medellin e o empate em 1 a 1 com o time colombiano garantiu o segundo título da história do Grêmio.

1996 - Corinthians (10j - 7v - 1e - 2d - 19gp - 10gc)
Botafogo (8j - 2v - 2e - 4d - 11gp - 13gc)
Grêmio (6j - 3v - 1e - 2d - 8gp - 5gc)
O sonho do Grêmio acabou no rápido ataque colombiano do América de Cali. O time tricolor foi superado nas semifinais, após eliminar os outros representantes brasileiros da competição. O tricolor gaúcho perdeu de 3 a 1 a partida de volta, após um sofrido empate em 1 a 1, no Olímpico. Apesar da motivação com a vitória sobre o Grêmio, o time colombiano acabou morrendo mais uma vez na praia. O America foi derrotado pelo River Plate na decisão, e acabou levando o seu quarto vice na Libertadores.

1997 - Grêmio (8j - 5v - 3d - 13gp - 6gc)
Cruzeiro (14j - 7v - 1e - 6d - 15gp - 12gc)
Dida foi o salvador do Cruzeiro. Graças às suas defesas nas decisões por pênaltis diante do El Nacional (Equador) e do Colo Colo (Chile), a Raposa conseguiu garantir a sua segunda Libertadores. O Cruzeiro teve uma campanha muito instável, com a equipe perdendo praticamente o mesmo número de jogos que venceu. O time mineiro sofreu também para vencer o Sporting Cristal na final, ao derrotar o time peruano pela contagem mínima, no Mineirão. No primeiro jogo, Dida segurou o empate em 0 a 0.

1998 - Vasco da Gama (14j - 7v - 5e - 2d - 17gp - 8gc)
Grêmio (10j - 5v - 2e - 3d - 12gp - 8gc)
Cruzeiro (2j - 1e - 1d - 1gp - 2gc)
O Vasco comandado por Antonio Lopes conseguiu sua maior conquista, no ano de comemoração do centenário. A equipe bateu mexicanos, os dois times brasileiros, os argentinos do River Plate e, finalmente, o Barcelona, do Equador, na final. O time venceu a agremiação de Guaiaquil no primeiro jogo por 2 a 0 em São Januário, e no jogo de retorno, mais uma vitória. O placar de 2 a 1, com gols de Donizete e Luisão garantiu o título para o delírio da torcida cruzmaltina.

1999 - Palmeiras (14j - 7v - 2e - 5d - 24gp - 18gc)
Corinthians (10j - 6v - 1e - 3d - 24gp - 14gc)
Vasco da Gama (2j - 1e - 1d - 3gp - 5gc)
Foi um verdadeiro teste de taquicardia para os palmeirenses. A equipe palestrina suou muito para conseguir o tão sonhado título nos pênaltis diante do fraco Deportivo Cali. Já nos primeiros jogos, o Verdão mostrava que iria proporcionar verdadeiras emoções aos seus torcedores. O time, por pouco, não passou à segunda fase. Nas oitavas, veio o confronto com o Vasco e uma goleada por 4 a 2 em São Januário levou o time à fase seguinte, quando teria pela frente seu maior rival. Jogando melhor nas duas partidas, o Corinthians deixou escapar a vaga com a perda dos pênaltis de Vampeta e Dinei. Depois foi a vez de derrubar o River Plate e ir em busca do título diante dos colombianos. Quando o artilheiro Zapata errou sua cobrança, o Parque Antártica foi ao delírio e a torcida tomou a cidade para comemorar.

2000 - Palmeiras (14j - 7v - 3e - 4d - 32gp - 23gc)
C
orinthians (12j - 7v - 2e - 3d - 31gp - 22gc)
Atlético-MG (10j - 4v - 1e - 5d - 12gp - 12gc)
Atlético-PR (8j - 6v - 1e - 1d - 13gp - 4gc)
Juventude (6j - 2v - 1e - 3d - 8gp - 12gc)
Com o aumento para 32 equipes, os brasileiros não podiam se enfrentar na primeira fase e o único a cair foi o Juventude. A surpresa foi o Atlético-PR, melhor da primeira fase, mas o feito foi logo esquecido com a eliminação diante do Atlético-MG nas oitavas-de-final. Na fase seguinte, foi a vez do Galo cair em um confronto nacional. O algoz foi o Corinthians. Porém o time de Parque São Jorge amargou a sina dos brasileiros e se despediu também na fase seguinte no último confronto brasileiro. Nos pênaltis, o Timão perdeu do Palmeiras por 4 a 3, com direito à defesa de Marcos na cobrança de Marcelinho. Embalado, o Palmeiras esperava o bi, mas o título não veio. Após empatar por 2 a 2 na Argentina, o Boca Juniors segurou a igualdade sem gols e levou a melhor nos pênaltis.

2001 - Palmeiras (12j - 6v - 5e - 1d - 26gp - 15gc)
Vasco da Gama (10j - 8v - 0e - 2d - 20gp - 10gc)
Cruzeiro (10j - 7v - 3e - 0d - 26gp - 11gc)
São Caetano (8j - 3v - 2e - 3d - 7gp - 5gc)
A competição de 2001 era prevista para ter uma grande atuação dos times brasileiros. O Cruzeiro vinha com o técnico Luiz Felipe Scolari, que já havia conquistado a Libertadores duas vezes, o Vasco tinha Romário, que pela primeira vez jogava a competição, e o Palmeiras, apesar de ter um time mais fraco do que nos anos anteriores, era o atual vice-campeão. O São Caetano era o único que vinha como azarão. Porém o sonho foi brecado ainda nas semifinais com a queda do Palmeiras, outra vez, diante do Boca Juniors, o mesmo que havia eliminado o Vasco na fase anterior. O Cruzeiro sucumbiu diante do Verdão nas quartas-de-final, uma etapa após o alviverde despachar o São Caetano com duas vitórias. O Boca comemorou o segundo título consecutivo, estragando a festa do Cruz Azul, primeiro mexicano a ser finalista da competição.

2002 - São Caetano (14j - 7v - 3e - 4d - 23gp - 11gc)
Grêmio (12j - 8v - 2e - 2d - 22gp - 12gc)
Atlético-PR (6j - 1v - 2e - 3d - 10gp - 15gc)
Flamengo (6j - 1v - 1e - 4d - 6gp - 9gc)
Após três títulos, um vice e uma semifinal, o futebol brasileiro viu os grandes fracassarem e só se salvou com a zebra. Flamengo e Atlético-PR tiveram atuação patética e foram lanternas de seus grupos. O Grêmio não resistiu ao Olímpia nas semifinais, em jogo tumultuado e decidido apenas nos pênaltis, e o time paraguaio decidiu com a surpresa São Caetano, que havia superado times tradicionais como Cerro Porteño, Alianza Lima, Cobreloa (todos na primeira fase), Peñarol (quartas-de-final) e América, do México (semifinal). Na decisão, o Azulão mostrou que podia ser campeão, ao vencer o jogo de ida por 1 a 0. No Pacaembu, com o apoio de torcedores de outros times, o São Caetano saiu na frente, mas permitiu o inacreditável: a virada por 2 a 1. Abalado, o time paulista perdeu duas cobranças (Marlon e Serginho) na decisão de pênaltis e viu o título inédito e histórico escapar.

2003
Santos (14j - 7v - 5e - 2d - 30gp - 19gc)
Paysandu (8j - 5v - 2e - 1d - 17gp - 9gc)
Grêmio (10j - 5v - 2e - 3d - 19gp - 13gc)
Corinthians (8j - 5v - 3d - 17gp - 10gc)

O Santos, campeão brasileiro no ano anterior, tinha tudo para conquistar o tricampeonato da Libertadores. Mas existia um tal Boca Juniors no caminho, bem no fim do caminho. Até então, o Peixe encantava o país com o futebol-arte dos jovens Diego, Robinho, Elano e Renato. Porém, na decisão, os meninos sucumbiram à maior experiência do Boca Juniors, liderado pelo técnico Carlos Bianchi, que festejou seu quarto título de Libertadores. Antes fora campeão em 1994 (com Vélez Sarsfield), 2000 e 2001 (ambos com o Boca). Aliás, o time argentino passou por um susto nas oitavas-de-final, quando perdeu o jogo de ida para o Paysandu, em La Bombonera. Mas a goleada por 4 a 1 no Mangueirão pôs de volta a ordem e eliminou os paraenses. Na mesma etapa, caiu também o Corinthians, mas diante do River Plate. Já o Grêmio não resistiu ao Independiente de Medellín, da Colômbia, nas quartas-de-final.

2004
São Paulo (12j - 8v - 1e - 3d - 21gp - 12gc)
São Caetano (11j - 3v - 6e - 2d - 16gp - 13gc)
Santos (10j - 6v - 2e - 2d - 21gp - 12gc)
Cruzeiro (8j - 5v - 1e - 2d - 17gp - 8gc)
Coritiba (6j - 2v - 2e - 2d - 7gp - 8gc)

Após nove anos sem disputar a Libertadores, o São Paulo chegou perto do título em 2004. A equipe comandada por Cuca chegou às semifinais da competição, mas foi eliminada pelo Once Caldas ao perder por 2 a 1 em Manizales com um gol no final da partida. Antes, o modesto time colombiano também foi o algoz do Santos, ao segurar o empate (1 a 1) na Vila e vencer (1 a 0) em casa.
Assim como o Peixe, o São Caetano foi barrado nas quartas-de-final da Libertadores. Em um confronto equilibrado, o Azulão foi eliminado nos pênaltis pelo Boca Juniors em sua terceira participação. O colombiano Deportivo Cali encerrou a participação do Cruzeiro nas oitavas-de-final, enquanto o Coritiba decepcionou totalmente e seqyuer passou da primeira fase.

2005
São Paulo (14j - 9v - 4e - 1d - 34gp - 14gc)
Atlético-PR (14j - 7v - 3e - 4d - 22gp - 23gc)
Santos (10j - 5v - 5d - 24gp - 17gc)
Palmeiras (8j - 2v - 3e - 3d - 8gp - 8gc)
Santo André (6j - 2v - 2e - 2d - 11gp - 6gc)

Se esteve perto em 2004, o São Paulo não deixou escapar a taça no ano seguinte.
Com a melhor campanha de um time do país na história da competição, o Tricolor deixou Quilmes (da Argentina), Universidad do Chile (Chile) e The Strongest (Bolívia) para trás na primeira fase. Depois, eliminou Palmeiras, Tigres (México) e River Plate (Argentina) para protagonizar uma inédita final brasileira com o Atlético-PR. O rubro-negro empatou o jogo de ida por 2 a 2, mas no jogo de volta o Tricolor se impôs e assegurou o tri com a goleada de 4 a 0. Antes de perder dos são-paulinos, o Furacão eliminou o Santos nas quartas-de-final, enquanto o São Paulo foi responsável por bater o Palmeiras nas oitavas. A outra equipe brasileira na edição de 2005o, o Santo André, não passou da primeira fase.

2006
Internacional (14j - 8v - 5e - 1d - 24gp - 10gc)
São Paulo (14j - 8v - 2e - 4d - 23gp - 13gc)
Goiás (8j - 4v - 2e - 2d - 10gp - 4gc)
Corinthians (8j - 4v - 1e - 3d - 13gp - 12gc)
Palmeiras (8j - 2v - 4e - 2d - 11gp - 11gc)
Paulista (6j - 1v - 3e - 2d - 4gp - 7gc)
A participação brasileira na Libertadores de 2006 foi a maior da história. Pela primeira vez, seis times representaram o país. Isso foi possível porque, desde 2004, a Conmebol decidiu aumentar para 38 o número de participantes, concedendo, assim, cinco vagas ao Brasil. O sexto participante foi o São Paulo, por ser o então campeão do torneio. O Tricolor, aliás, fez ótima campanha e chegou muito perto de levantar a taça novamente. Só não o fez porque encontrou na decisão o Internacional, clube que conquistou a Libertadores pela primeira vez em sua história. O Colorado derrotou o então campeão no Morumbi por 2 a 1, e empatou no Beira-RIo (2 a 2) para festejar. Os dois foram os únicos a passar das oitavas-de-final, etapa em que foram eliminados Goiás (perdeu do Estudiantes, da Argentina), Corinthians (River Plate) e Palmeiras (São Paulo). Em sua primeira participação, o Paulista caiu na fase classificatória.

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