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Correndo atrás
da Argentina
A corrida entre os países pelo título da Libertadores
está ficando cada vez mais empolgante nos últimos
anos. Com a queda brutal do futebol uruguaio, que desde 1988
não chega a uma decisão, o futebol sul-americano
está ganhando novos atores. Apesar de Argentina e Brasil
serem sempre os principais favoritos ao título, já
é notório o equilíbrio entre os participantes.
Só nesta década, clubes peruanos, colombianos,
equatorianos, chilenos e paraguaios chegaram à decisão,
mas apenas Olímpia, Colo Colo e Once Caldas tiveram
êxito.
Sporting Cristal (Peru), Barcelona (Equador) e Deportivo Cali
(Colômbia) também foram finalistas. Até
a Venezuela, que sempre foi vista como saco de pancadas, está
melhorando o seu nível técnico. Em 99, o Estudiantes
de Mérida conseguiu chegar às quartas-de-final,
resultado histórico, assim como o do Deportivo Táchira,
que alcançou a mesma fase em 2004. Surpresas à
parte, poucos são os que chegam ao título. Em
40 anos de história, apenas seis países levantaram
a taça, sendo que até 1979 apenas Argentina,
Brasil e Uruguai tinham sentido o gostinho de ser campeão.
A Argentina lidera o ranking de conquistas com 20 títulos,
sendo divididos em sete clubes. O Brasil é o segundo,
com 12 campeonatos, com sete clubes dividindo as glórias.
O crescimento brasileiro nesta década foi vital para
a ultrapassagem sobre os uruguaios, que somam oito troféus,
conquistados por Nacional e Peñarol. O Paraguai levou
dois títulos, com o Olímpia, assim como a Colômbia
(Nacional Medellín e Once Caldas). Fechando o ciclo,
o Chile tem apenas uma Libertadores graças à
conquista do Colo Colo em 1991.
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