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Foto Gazeta Press
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O supercampeão argentino
A América tem um supercampeão. Os "Diablos Rojos"
do Independiente, da Argentina, conquistaram nada menos que
sete títulos da Libertadores, sendo seis no período de 11
anos. A equipe de Avellaneda é o único time a conseguir quatro
títulos consecutivos, no período de 72 a 75, e contagiou a
Argentina com um futebol ofensivo coordenado pelos jovens
atacantes Ricardo Pavoni e Daniel Bertoni.
A dinastia dos argentinos começou em 64, quando os "Diablos",
comandados pelo excepcional atacante Mario Rodríguez, conseguiu
quebrar a hegemonia de Santos e Peñarol na Libertadores. O
Independiente começou sua participação eliminando Millionarios
(Colômbia) e Alianza (Peru). Com isso, a equipe avançou à
semifinal, quando teve pela frente o Santos, que estava desfalcado
de Pelé.
No primeiro jogo, os argentinos estavam perdendo por 2 a 0,
mas conseguiram reverter o placar no último minuto, com um
gol de Luís Suaréz, que calou o Maracanã, que viu pasmo o
placar de 3 a 2. No jogo de volta, outra vitória do time comandado
por Manuel Giudice, desta vez, por 2 a 1, e a vaga na final
contra os uruguaios do Nacional.
Após um empate histórico em 0 a 0 nos gramados uruguaios,
o Independiente conseguiu vencer a segunda e decisiva partida
por 1 a 0, com um gol de Mario Rodríguez, que marcou o seu
sexto gol na Libertadores, levando também a artilharia da
competição.
O bi veio em cima do Peñarol, do Uruguai, com a goleada de
4 a 1, no jogo desempate das equipes. Era o início de uma
longa seqüência de vitórias, que se prolongou nos torneios
argentinos.
Mas, a grande consagração aconteceu no início dos anos 70,
quando o Independiente montou um verdadeiro esquadrão, que
abocanhou quatro títulos. Apenas a defesa foi mantida durante
estas quatro conquistas e, por isso, o belo trabalho realizado
nas categorias de base foi vital para este tetracampeonato.
Os "Diablos Rojos" contavam o ótimo goleiro Santoro
e uma defesa sólida formada por Commisso, Miguel López, Francisco
Sá e Ricardo Pavoni. Com o entrosamento adquirido ao longo
dos anos, tornou-se muito difícil passar pela eficiente muralha
argentina. No ataque, passaram nomes como Daniel Bertoni,
Eduardo Maglioni e Ricardo Bocchini, todos eles de muita habilidade
e ousadia.
Em 72, o time realizou uma excelente campanha, perdendo apenas
uma partida em 12 jogos. A derrota aconteceu diante do São
Paulo, no Morumbi. A principal virtude do Independiente era
a união dos jogadores e a sua garra, em buscar de todas as
formas o resultado. Utilizando de muita velocidade e
combate, Avellaneda pôde comemorar o terceiro título de seu
esquadrão.
A perda de jogadores vitais como o meia José Omar Pastoriza,
transferido para o Mônaco (França), e do artilheiro Maglioni,
negociado ao Universitario (Peru), acabou não abalando o time
no ano seguinte, pois dois jovens valores despontaram. Bocchini
e Bertoni formaram uma dupla mortal e acabaram sendo responsáveis
pelo gol do título e 73.
Após dois empates com o Colo Colo em 0 a 0, a decisão foi
levada para Montevidéu, e o jovem Ricardo Bocchini fez uma
bela jogada, dando o gol de bandeja para Giachello fazer 2
a 1, na prorrogação.
No ano seguinte, era a vez do goleiro Santoro abandonar o
futebol, após 17 anos de carreira. Ele foi substituído por
Carlos Gay, que ficou bem aquém do ex-titular. Mas, mesmo
assim, o time conseguiu seu terceiro título consecutivo.
Apesar de tantas críticas, acabou sendo justamente o goleiro,
o herói da equipe. Após perder o primeiro jogo diante do São
Paulo por 2 a 1, e bater o tricolor paulista por 2 a 0, em
Avellaneda. A decisão foi para Santiago, e o goleiro Gay acabou
se consagrando ao defender um pênalti cobrado por Zé Carlos.
Minutos depois, os "Diablos" tiveram um penal a
seu favor, e Ricardo Pavoni não perdoou. A contagem mínima
foi o suficiente para mais uma comemoração.
Fechando o ciclo, o Independiente passou o maior sufoco para
levar o seu quarto título consecutivo. Na semifinal, o time
precisava bater o Cruzeiro de Nelinho, Wilson Piazza e Roberto
por 3 a 0. Apenas este placar classificava o time, e para
delírio argentino, foi justamente o que aconteceu. Com gols
de Pavoni, Bertoni e Ruíz Moreno, a equipe se classificou
para a decisão contra o surpreendente Union Española e não
teve dificuldade para vencer o jogo decisivo por 2 a 0. Era
o tetracampeonato e o último título de uma grande era de conquistas
dos "Diablos Rojos" de Avellaneda.
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