| Foto Gazeta Press |
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O Mundial Interclubes é o título mais cobiçado por uma equipe da
América do Sul e rende uma eterna discussão entre torcedores. Até
1999, a competição se limitava a um jogo entre o vencedor
da Copa Libertadores da América e da Copa dos Campeões. Em 2000,
a Fifa resolveu organizar a primeira edição com representantes
das seis confederações (África, América
do Sul, América Central e do Norte, Ásia, Europa e
Oceania), que só foi repetido em 2005.
Entre 2000 e 2004, a direção de uma fabricante de
automóveis manteve o duelo entre sul-americanos e europeus,
no Japão, quando acabou "substituído" pelo
evento organizado pela Fifa. O título de "campeão
mundial" gera polêmica até entre os membros da
Fifa, já que dirigentes teimam em aceitar ou recusar os confrontos
realizados antes do aval da entidade internacional. Mesmo o evento
de 2000 é colocado em dúvida por alguns representantes
da Fifa.
Porém, a partir de 2005, essa discussão findou com
a firmação do Mundial de Clubes da Fifa. Antes de
ser controlado pela entidade, o Mundial foi disputado em dois formatos.
De 1960 a 1979, os vencedores da Libertadores e da Copa dos Campeões
duelavam em partidas de ida e volta, com um jogo realizado em cada
continente. Já entre 1980 a 2004, o título era disputado
em jogo único no Japão. Daí surgiu a expressão
"Projeto Tóquio", tão propagada após,
principalmente, o bicampeonato do São Paulo em 1992 e 1993.
Apesar dos diferentes formatos, o "Mundial" é
a obsessão latino-americana, mas apenas um "jogo a mais"
para os europeus, que priorizam mesmo a Copa dos Campeões,
que dá prêmios milionários e visibilidade em
todos os continentes.
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