| Foto Gazeta Press |
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O inesquecível Santos
A eterna discussão entre quem era melhor no mundo do futebol
foi o estopim para a criação do Mundial Interclubes
(conhecida como Taça Intercontinental pelos europeus). Em
1960, Henri Delauney criou o que se tornaria a maior obsessão
dos países fora da Europa: derrotar um time do "primeiro
mundo" e se gabar que sua equipe é a maior do mundo.
E a disputa só pode ser impulsionada após a criação
da Copa Libertadores da América. Naquele mesmo ano, o primeiro
campeão, o uruguaio Peñarol, realizou duas partidas
com o vencedor da Copa dos Campeões da Europa, o espanhol
Real Madrid. O primeiro duelo foi realizado no Santiago Bernabéu
e o segundo no Centenário, com o time madrilenho obtendo
a taça.
Em 1962, viria o primeiro título brasileiro no Mundial.
Tido como um dos maiores times de todos os tempos, o Santos, de
Pelé e companhia, ganhou os dois duelos contra o Benfica,
de Eusébio, e faturou a taça. Na partida de ida, a
vitória foi por 3 a 2, em 19 de setembro, no Maracanã,
e a conquista foi sacramentada com a goleada aplicada por 5 a 2,
no Estádio da Luz, em 11 de outubro.
O bicampeonato santista veio em três jogos contra o Milan, que
venceu a primeira partida por 4 a 2, no San Siro. Amarildo, que
havia substituído Pelé na Copa de 62, fez dois gols para a equipe
italiana. Depois, mesmo sem o Rei, o Santos conseguiu duas vitórias
no Maracanã, por 4 a 2 e 1 a 0. O gol do título foi feito por Dalmo,
cobrando pênalti.
Nos anos 1970, a competição foi boicotada pelos europeus.
Em 1971 (Ajax), 1973 (Ajax), 1975 (Bayern de Munique) e 1979 (Nottingham
Forest), o vencedor da Copa dos Campeões se recusou a enfrentar
o campeão da Copa Libertadores por conta do "jogo violento"
dos rivais. A decisão chegou a ameaçar a continuação
do Mundial, que foi assegurada após uma empresa japonesa
resolver patrocinar o evento. Porém, um novo formato foi
adotado e surgiu a Copa Toyota.
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