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O embrião do Campeonato
Brasileiro
O futebol ofensivo dos anos 50 marcou profundamente
a primeira fase do Rio-São Paulo. Em 1951, por exemplo, o
América venceu o Palmeiras por 6 a 4 no Maracanã. No mesmo
ano, no Pacaembu, palco dos grande jogos do torneio, o time
paulsita foi a forra, aplicando sonoros 7 a 1 no Flamengo.
Em 1953, novamente no Pacaembu, o Flamengo sofreu outra impiedosa
goleada, desta vez para o Corinthians por 6 a 0.
Mas a maior média de gols do Torneio aconteceu em 1955
187 gols em 47 partidas, uma média de 3,97 gols por jogo.
Neste ano, o público assistiu a um empate de 5 a 5 entre Corinthians
e Vasco, e 4 a 4 entre Palmeiras e Santos. O Verdão iria além
na fúria pelos gols, vencendo o América por 10 a 3.O Rio-São
Paulo registraria em 1958 um dos maiores jogos da história
do futebol brasileiro. O Santos venceu o Palmeiras por 7 a
6, no Pacaembu em noite de chuva. Pelé e Mazzola brilharam,
de um lado e outro. Mas Pepe (foto acima), com três gols,
foi o artilheiro do jogo.
Na mesma temporada, no Maracanã, o Vasco venceu o Fluminese
por 6 a 1 e o Flamengo devolveu ao Palmeiras a goleada sofrida
em 1951, mascando 6 a 2.
Em 1961, Flamengo e Santos disputaram dois jogos que ganharam
lugar especial na história do Torneio. Os santistas golearam
os rubro-negros, no Maracanã, por 7 a 1, com quatro gols de
Pelé e três de Coutinho (foto ao lado). No returno, a vingança
do Flamengo, no Pacaembu: 5 a 1, com três gols de Dia e dois
de Gérson, numa vitória que marcaria a arrancada para o título.
Finalmente, em 1965, mais duas goleadas históricas: Fluminense
7 a 2 no Botafogo, no Maracanã; e Palmeiras 6 a 1 sobre o
Santos, no Pacaembu.
Pelé, pelo Santos em 1963, e Ademar Pantera (foto), pelo Palmeiras
em 1965, são os principais artilheiros da história do Torneio,
ambos com 14 gols.
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