| Foto Gazeta Press |
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| Emerson
Fittipaldi |
As donas do show
E as equipes? A Fórmula 1 também é constituída da saga dos
construtores e seus times. A mais tradicional da história
da categoria, quase uma instituição nacional na Itália, a
Ferrari é uma paixão para milhares de torcedores. Em 2003,
ela consolidou-se no posto de maior vencedora.
A equipe, sob a batuta do alemão Michael Schumacher,
conquistou o inédito penta (entre 1999 e 2003), somando
13 títulos de construtores, 13 de pilotos, 168 vitórias
(é a mais vitoriosa) que, no entanto, não podem medir o tamanho
do fanatismo de seus torcedores. Até o destino parece homenageá-la.
Em 1988, poucos dias após a morte do dono e fundador da escuderia,
Enzo Ferrari, a equipe conseguiu o que parecia impossível:
fez dobradinha (1º e 2º lugares) no GP da Itália, em Monza,
quebrando a hegemonia da até então imbatível McLaren naquele
ano. A paixão pela equipe não diminui nem quando a Ferrari
atravessou um jejum de 21 anos sem títulos, quebrado
apenas em 2000 pelo alemão Michael Schumacher, que
depois trouxe mais três títulos de pilotos e
construtores.
Outro grande time foi a Lotus, do genial Colin Chapman. Estreou
em 1958 na categoria, trazendo ao volante um piloto que se
tornaria célebre: o inglês Graham Hill, duas vezes campeão
mundial (62 e 68). Conseguiu seu primeiro campeonato de pilotos
em 63, com Jim Clark. Foi a bordo de uma Lotus que Emerson
Fittipaldi conseguiu seu primeiro título de pilotos. Em 78,
a equipe foi campeã pela última vez, com Mario Andretti. Ronnie
Peterson foi o segundo, provando a eficácia dos carros-asa,
criação de Chapman na época. Senna e Piquet foram os últimos
grandes pilotos que passaram pela equipe, que iniciou sua
decadência no final da década de 80 e foi obrigada a fechar
no início da década seguinte.
Em seus 51 anos de existência, a Fórmula 1 passou por diversas
mudanças, seja por força do regulamento ou por criatividade
dos projetistas e donos de equipe. Teve motores aspirados,
depois turbo, novamente aspirados, seus carros sofreram uma
incrível evolução, adquirindo aerofólios, tornado-se cada
vez mais velozes. Houve a idéia, no início da década de 60,
de se colocarem patrocínios nos carros (algo obrigatório nos
dias atuais). Inventaram-se o câmbio semi-automático, a suspensão
ativa. O número de provas por temporada aumentou, a distância
percorrida em cada uma delas também. Os pneus sofreram diversas
alterações em suas composições. Tudo em nome da competitividade
e segurança.
A categoria teve seus momentos de declínio e menor força,
mas nem por isso deixou de ser alvo de admiração e paixão
no mundo inteiro. Após 53 anos de história, a Fórmula
1 demonstra ter força para alcançar novos horizontes e aumentar
sua popularidade no mundo inteiro. À espera de mais uma marca
histórica.
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