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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FÓRMULA INDY
Foto Gazeta Press

A categoria mais antiga do mundo

A Fórmula Indy tem seus primeiros registros datados de 1909, dois anos antes da primeira disputa das 500 Milhas de Indianápolis, em 1911. As datas são imprecisas e há quem diga que as primeiras corridas foram disputadas em 1902 ou em 1906. Entre 1909 e 1916 poucas provas eram disputadas e a própria AAA (American Automobile Association) considera o inglês Dario Resta como o primeiro campeão nacional, no ano de 1916. Foi entre 1915 e 1916 que muitas pistas surgiram, o que pôde proporcionar a organização de um campeonato nacional.

A história da IndyCar pode ser divida em três momentos distintos. O primeiro, entre 1909 e 1955, marca a administração da AAA. O segundo, de 1956 até 1979, foi o período em que a USAC (United States Automovel Club) esteve à frente da categoria. Já a partir de 1979 até hoje, a Cart (Championship Auto Racing Teams) é quem comanda a categoria.

Muitos historiadores defendem a tese de que a Indy só começou a ser realmente disputada a partir de 56, ano em que a organização das provas passou para as mãos da USAC. A Cart começou a surgir no final de 78, quando os chefes de equipe perceberam que sua importância política dentre da USAC era muito pequena e decidiram fundar a nova entidade. O atual dono da equipe Patrick, Pat Patrick, foi o primeiro presidente da Cart.

A Cart é uma associação pioneira e é considerada a responsável pelo sucesso da Fórmula Indy atualmente. A entidade é diferente de outras federações que organizam campeonatos, como a FIA, por exemplo, que comanda a Fórmula 1. Na Cart, os dirigentes são os próprios donos de equipes, que também elegem o presidente da entidade. Os cartolas tentam descentralizar ao máximo o poder. Cada corrida, por exemplo, tem o seu promotor, que cuida de toda a logística do evento. Esse promotor também é encarregado de vender ingressos e conseguir os patrocinadores da prova. Os lucros são dividos entre o organizador do evento e as equipes, que também ganham com publicidade nos carros.

Em 1986, o piloto Bobby Rahay tornou-se o primeiro piloto a ultrapassar a marca de US$ 1 milhão em prêmios durante uma única temporada, dando mostra do atrativo financeiro da categoria. Muitos pilotos abdicaram de seguir carreira em outras categorias em troca do retorno financeiro que a Indy proporciona.
O piloto Émerson Fittipaldi foi o primeiro brasileiro a disputar a categoria, em 1984. Cinco anos depois, Émerson conquistaria o título, ano em que também venceu as 500 milhas de Indianápolis pela primeira vez. Até hoje, Émerson é o piloto brasileiro que mais venceu na Indy: 22 vezes. Ele, assim como Gil de Ferran e Hélio Castro Neves, é um dos poucos estrangeiros que conseguiu vencer a prova mais famosa do calendário norte-americano: as 500 Milhas de Indianápolis. Fittipaldi ganhou em 1989 e 93, Ferran em (2003) e Castro Neves (2001 e 2002).

A Fórmula Indy deixou de ser uma categoria exclusiva dos norte-americanos. Além das provas nos Estados Unidos e Canadá, foram disputadas também corridas no Brasil (a Rio-200, em Jacarepaguá), Japão (Motegi) e Austrália (Surfer's Paradise). Na temporada 2001, a Cart finalmente desembarcou na Europa, com provas na Alemanha e Inglaterra, e chegou também ao México. Os pilotos estrangeiros também tomaram conta da categoria, com os títulos do italiano Alessandro Zanardi (97/98), do colombiano Juan-Pablo Montoya (99) e dos brasileiro Gil de Ferran (2000 e 2001) e Cristiano da Matta (2002).

Contudo, a categoria passou a ter muitos problemas de estrutura e patrocínio. Em 2004, por muito pouco o campeonato não foi simplesmente esvaziado. Mesmo com sua realização, a competição foi esvaziada cedendo muito espaço para sua rival IndyCar (IRL), que se tornou estrela no automobilismo norte-americano.

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