
Adhemar
Ferreira da Silva deu o primeiro ouro ao Brasil logo na edição
inaugural dos Jogos Pan-americanos, em fevereiro de 51, em
Buenos Aires. A vitória no salto triplo o fez chegar
como favorito no atletismo, quatro anos depois, na Cidade
do México. ao vencer a disputa do salto triplo. Quatro
anos depois, ele chegou como favorito e não decepcionou.
Venceu em sua especialidade com direito a recorde mundial,
fato inédito no Pan.
Com a marca de 16,56m, ele baixou a marca que pertencia
ao russo Leonid Scherbakov, desde 53 (16,21m). Scherbakov
havia reduzido em apenas um centímetro o recorde
que rendeu o ouro para Adhemar nas Olimpíadas de
Helsinque/52, quando o russo ficou com a prata.
Depois de quatro tentativas na primeira 16,02m,
na terceira, 16,13m Adhemar conseguiu uma seqüência
de 6,28m, 4,95m e 5,33 para finalmente chegar ao recorde.
Foi aplaudido durante cinco minutos pelas 30 mil pessoas
que foram ao Estádio Universitário da Cidade
do México.
A brasileira Maria Carlota Rodrigues ficou em quarto lugar
na plataforma de 10 metros nos saltos ornamentais, mas seu
resultado foi surpreendente, já que ela havia se
classificado em último para a final.
Outro destaque feminino foi a canadense Beth Whittal, que
venceu duas provas consecutivas de natação
no último dia do Pan. Primeiro, foi campeã
dos 100m nado borboleta, com 1min16s02. Em seguida, marcou
5min32 e 4 décimos nos 400m livre.
Além de Adhemar Ferreira da Silva, o norte-americano
Lou Jones também quebrou recorde no atletismo. Ele
marcou 45s04 nos 400m rasos. Mas concluiu a corrida tão
exausto, que precisou ser reanimado com oxigênio.
As estréias ficaram por conta do Canadá,
e do vôlei, que rendeu duas medalhas de bronze para
o Brasil.