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Cidade do México/75 (12 a
26 de outubro)
Pela
segunda vez, os Jogos escolheram uma sede, mas outra cidade
recebeu o evento. A edição de 1975 era para ser
disputada em Santiago, mas os chilenos desistiram. São
Paulo foi consultada, mas também negou. Com isso, o México
aproveitou a estrutura feita para a Copa do Mundo-1970 para
receber o evento pela primeira vez.
Para os brasileiros, a sétima edição
dos Jogos ficará marcada como o evento em que João
Carlos de Oliveira tornou-se conhecido no país como
João do Pulo. Ele quebrou o recorde mundial do salto
triplo com 17,89m, uma marca que durou uma década.
Além disso, João do Pulo conquistou o ouro
no salto em distância, com 8,19m, e ajudou o Brasil
a ficar em quarto lugar no revezamento 4x100m livre .
No judô, os cinco brasileiros que foram ao México
trouxeram medalhas e o tiro comemorou o último ouro
com Athos Pisoni no skeet. A natação comemorou
as conquistas de Djan Madruga e Rômulo Arantes, com
três bronzes cada. Arantes, que depois virou ator,
teve a participação ameaçada, pois
um mês antes do Pan sofreu uma contusão, enquanto
surfava, mas conseguiu se recuperar.
Já no futebol, Brasil e México dividiram
a medalha de ouro. As duas equipes empatavam por 1 a 1 na
prorrogação, quando o jogo foi interrompido
por falta de luz. A organização decidiu suspender
a final e entregar as medalhas às duas seleções.
No aspecto internacional, o norte-americano contou com o
meio-médio-ligeiro Sugar Ray Leonard, que foi ouro
no Pan e depois tornou-se um dos maiores nomes da modalidade.
Mais uma vez, a Guerra Fria esteve presente e os torcedores
mexicanos vaiaram por várias vezes os atletas norte-americanos.
Como maior curiosidade, três atletas acabaram sendo
proibidas de participar do Pan, pois não fizeram
o exame obrigatório para comprovar que eram mulheres.
Na época, as atletas alegaram que não tinham
dinheiro para embarcar três dias antes do início
dos Jogos, quando foram realizados tais exames.
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