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San Juan/79 (1º a 15 de julho)
Pela
primeira vez, um país da América Central recebeu
os Jogos Pan-americanos. Mas, como a expectativa em Santo
Domingo, a desorganização marcou o evento em
San Juan. Antes dos Jogos, atletas e dirigentes cansaram de
reclamar da falta de estrutura e organização.
Os ônibus atrasavam mais de duas horas, as delegações
não tinham credenciais e a água estava sob suspeita.
Somado a isso, o clima em San Juan não era dos melhores.
O país vivia um conturbado momento político
com os porto-riquenhos pedindo independência dos EUA.
Na cerimônia de abertura, grupos de oposição
ao domínio norte-americano vaiaram o fato de o hino
nacional dos EUA ser tocado antes de Porto Rico. Além
das vaias, os grupos faziam manifestações
políticas e entravam em conflito com tropas norte-americanas
presentes no país.
Sob este barril de pólvora, o Brasil
até que se saiu bem e trouxe 39 medalhas, sendo nove
de ouro. O judô foi o esporte que mais se destacou
com quatro ouros: Luís Shinohara, Carlos Cunha, Carlos
Pacheco e Oswaldo Simões. O atletismo comemorou mais
dois triunfos de João do Pulo e a ginástica
artística levou o bronze no evento por equipes, uma
conquista inédita.
Já o basquete masculino decepcionou e conseguiu
uma derrota histórica para Ilhas Virgens por 98 a
92 na primeira fase. Depois do bronze em Cali-1971, o cubano
Teófilo Stevenson comprovou seu domínio nos
pesos pesados e foi bicampeão pan-americano no boxe.
Mesmo com todas as vaias, os EUA venceram novamente a competição.
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