| Foto Gazeta Press |
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O Pato voador dos 200 e
400m
ESTILO DO NORTE-AMERICANO É ATÉ
ESTUDADO POR ESPECIALISTAS
Lá vem o pato!... Voando. Duke! Assim é conhecido um
dos últimos grandes velocistas do século, o norte-americano
Michael Johnson, único homem a vencer os 200 e os 400
metros em uma mesma Olimpíada.
O astro norte-americano é um espelho dos atletas desta
última década. Arrogante, auto-suficiente, presunçoso
e vencedor.
Diversos adjetivos poderiam definir o velocista, que
também é recordista mundial dos 200 e 400 metros. No
entanto, o que mais chama a atenção em Michael Johnson
é a maneira relaxada, quase displicente com que corre.
Johnson parece não fazer nenhum esforço em suas passadas
curtas, mais frenéticas, insistentes, quase irritantes.
Segundo especialistas da área, a atitude relaxada é
um reflexo da força mental com que o atleta se prepara
para a prova. Ao se preocupar apenas em manter o ritmo
das passadas, Johnson não percebe o cansaço, motivo
pelo qual sempre termina suas provas sorrindo.
Outra explicação para o seu estilo de corrida, que lembra
um pato, daí o nome Duke (pato em inglês), é que o corpo
e a cabeça ereta propiciam maior velocidade ao diminuirem
o atrito com o ar, que provoca a diminuição de velocidade.
Independentemente das explicações científicas, fato
é que Johnson foi o primeiro e único homem a vencer
até hoje os 200 e 400 metros, duas das provas nobres
do atletismo. A conquista que marcou a históra de Johnson
aconteceu na Olimpíada de Atlanta, em 1996. Duke não
encontrou obstáculos para vencer com facilidade as duas
provas, aos 29 anos.
Com seu 1,85m e 78 kg, Johnson pretendia repetir o feito
nos Jogos Olímpicos de Sydney, mas uma contusão nas
seletivas norte-americanas para os 200 metros o impediu
de realizar a façanha.
Com tempo para se recuperar, Duke não teve dificuldades
para, com sua sapatilha de ouro, fabricada especialmente
para seus pés, sobrepujar os adversários e garantir
mais duas medalhas de ouro: nos 400 metros e no revezamento
4x400, com a equipe de seu país.
Quatro heróis atrás do sonho
O atletismo brasileiro só estreou em Olimpíadas
em 1924, em Paris. Mesmo assim, seja contando com o
talento individual de homens como Adhemar Ferreira da
Silva — o primeiro a conquistar uma medalha de ouro
para o atletismo nacional, no salto triplo — ou com
a força da equipe brasileira no revezamento 4x100 m,
o Brasil marcou presença e disputou de igual para igual
um lugar no pódio com as maiores potências do esporte
no mundo. E a equipe do revezamento seria primordial
para a continuidade dos feitos do atletismo em Olimpíadas.
O Brasil não conseguiu nehuma medalha no atletismo em
Barcelona/92. Contudo, em vez de a decepção tomar conta
dos atletas, os brasileiros mostraram todo o seu poder
de superação. E os quatro integrantes da equipe do revezamento
4x100m despontaram para receber a medalha de bronze
em Atlanta/96, atrás de Canadá e EUA. Róbson Caetano,
André Domingos, Arnaldo de Oliveira e Édson Ribeiro
foram os heróis na ocasião.
Mas o Brasil queria mais e, em Sydney/2000, quatro brasileiros
levariam o País ao segundo posto no pódio, atrás apenas
dos EUA. Vicente Lenílson, Edson Luciano, André Domingos
e Claudinei Quirino, com uma arrancada espetacular na
última passagem, trouxeram a prata para o País.
Jones supera drama e brilha em Sydney
Marion Jones não era nem um pouco comedida
em afirmar: iria para Sydney buscar cinco medalhas de
ouro. Objetivo traçado, a norte-americana definiu em
quais provas seriam: salto em distância, revezamentos
4x100 e 4x400, 100 e 200 metros.
Mas as coisas não saíram conforme o planejado — a começar
pelo doping do marido, C.J. Hunter, que tomou nandrolona.
Com isso, Jones ficou apenas com a medalha de bronze
no salto em distância e no revezamento 4x100m. No entanto,
com dois excelentes tempos, Jones ficou com o ouro nos
100 e 200 metros. E mais outro, no revezamento 4x400.
E V O L U Ç Ã O
200 metros em Olimpíadas/masculino
|
1896
|
Thomas Burke |
54"2 |
|
1900
|
Maxwell Long |
49"4 |
|
1904
|
Harry Hillman |
49"2 |
|
1908
|
Wyndhalm Halswelle |
50"00 |
|
1912
|
Charles Reidpath |
48"20 |
|
1920
|
Bevil Huud |
48"60 |
|
1924
|
Eric Liddel |
47"60 |
|
1928
|
Raymond Barbuti |
47"80 |
|
1932
|
William Carr |
46"20 |
|
1936
|
Archie Williams |
46"50 |
|
1948
|
Arthur Wint |
46"20 |
|
1952
|
V. George Rhoden |
45"90 |
|
1956
|
Charles Jenkins |
46"70 |
|
1960
|
Otis Davis |
44"90 |
|
1964
|
Michael Larrabee |
45"10 |
|
1968
|
Lee Evans |
43"86 |
|
1972
|
Vicent Mathews |
44"66 |
|
1976
|
Alberto J. Danger |
44"26 |
|
1980
|
Viktor Martins |
44"60 |
|
1984
|
Alonzo Babers |
44"27 |
|
1988
|
Steve Lewis |
43"87 |
|
1992
|
Quincy Watts |
43"50 |
|
1996
|
Davis Komogo |
45"70 |
|
2000
|
Michael Johnson |
43"84 |
|