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A superação
do medo
PILOTOS VIVEM PERTO DO PERIGO CONSTANTE, SEMPRE EM
BUSCA DE UM MILÉSIMO A MENOS
Cada milésimo de segundo a menos na volta é importante.
Para isso, o piloto se atira sobre as curvas, consciente,
no entanto, de que o menor erro pode arremessá-lo impiedosamente
contra o muro. Mesmo que o medo esteja latejando em
seu corpo, o bom piloto não se deixa dominar e aceita
correr o risco de viver a milímetros da própria morte.
O tricampeão mundial de F-1 Ayrton Senna sabia o risco
que corria, mas se dizia um adorador da sensação de
desafiar a morte. “A sensação de perigo é sempre muito
atraente. O maior desafio é dominar o medo e buscar
novos limites”, dizia. Porém, uma curva impiedosa —
a Tamburello — não deixou que o campeão passasse impune,
em 94.
Já o ex-piloto de F-Indy André Ribeiro prefere respeitar
um pouco mais. “O medo é um componente para se correr.
O piloto sem medo é inconsistente. Nunca aceitei correr
riscos desnecessários”.
Medo: Muito tempo no volante.
Acidente nas 24 horas de Le Mans
Lenda: Gilles Villeneuve
morreu depois de bater em Ímola, em 82
Tristeza: O Brasil
lamentou a morte de Ayrton Senna, na curva Tamburello,
em Ímola (Itália), em 94
Vítima: Roland Ratzenberger
morreu um dia antes de Senna
Queimado: Niki Lauda bateu
e teve o corpo queimado, em 76
Susto: Christian Fittipaldi
voa no circuito de Monza, em 93
Dor: Piquet esmaga o pé
nos treinos das 500 milhas de Indianápolis
Azar: Christian bate na
Austrália um ano antes de voar
Fim: Émerson
Fittipaldi pára de correr depois do acidente,
em 96
Terror: Danny Sullivan
é mais uma vítima de Indianápolis
NÚMEROS
3
Pneus, mas apenas um no chão. Assim ficou o carro de
Christian após o acidente em Monza, na Itália
8ª
Mesmo com o acidente em Monza, Christian ainda cruzou
a linha de chegada nesta posição
9
Acidentes graves marcaram a carreira de Christian,
incluindo o vôo no GP de Monza
33
Pilotos de F-1 já morreram quando estavam em atividade,
correndo ou testando seus bólidos
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