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Emoção fora da badalão

CATEGORIAS MENORES QUE A BADALADA F-1 FAZEM SUCESSO

Em 2 de abril de 1979, dia em que o Brasil completava 479 anos, 19 Opalas 6 cilindros se alinharam para dar início a uma história de sucesso no automobilismo brasileiro. Era a primeira corrida de Stock Car, que consagraria Ingo Hoffman como seu maior campeão. O Alemão, como Ingo é chamado, conquistou 11 das 22 temporadas que a Stock realizou.

O carioca João Carlos Palhares, o Capeta, fez a primeira pole position da história da categoria, com o tempo de 1min23s00. Porém, o primeiro campeão foi o paulista Paulo Gomes, que compete até hoje.

A Stock surgiu com a intenção de ser uma categoria que unisse sofisticação e custos limitados pelo próprio regulamento. Mais que isso: trouxe de volta para o Brasil o piloto Ingo Hoffman, depois de ter dirigido carros de Fórmula 2 e 1. Também significava o despontamento do curitibano Raul Boesel, que mais tarde chegaria à F-1 e à F-Indy.

A inovação e criação de novas categorias no automobilismo não ficaram restritas ao solo nacional e invadiram também a Europa, conservadora e bastante resistente a mudanças. Em 84, foi criada a F-3000. A preocupação dos organizadores era formar o mais rápido possível pilotos que estivessem realmente preparados para disputar a F-1.

No entanto, a categoria carrega consigo um tabu difícil de compreender: até hoje, nenhum campeão da categoria conseguiu ter muito sucesso com os carros de F-1. O que se deu melhor foi o francês Jean Alesi que, após ser campeão de F-3000 em 89, conseguiu vencer apenas uma corrida entre os pilotos da F-1, no Canadá, em 95.

Em 16 anos de competição, o Brasil conseguiu fazer apenas dois campeões na F-3000. Em 97, Ricardo Zonta, atual piloto de testes da Jordan, na F-1; e, este ano, Bruno Junqueira foi o melhor, pilotando para a equipe Petrobras Jr.

Deus queria ser A. J. Foyt

Pé-quente morreu e acordou em um autódromo no meio das nuvens. “Aqui deve ser o céu”, pensou. Pé-quente viu à sua frente muitos pilotos que marcaram época na F-Indy. De repente, ele viu passar um piloto com capacete alaranjado com a inscrição “A.J.” ao lado.

Pé-quente então perguntou a São Pedro, que estava ao seu lado, se estava enxergando bem. “Não se preocupe”, disse o santo. “Foyt ainda não está aqui. Aquele ali é Deus. Ele apenas gosta de pensar que é A.J.”.

A história, que costumava ser contada nos autódromos dos EUA, serve para mostrar a importância de A.J. Foyt (Anthony Joseph Foyt Jr.) na F-Indy. O piloto, aos 55 anos, participou da temporada de 90, sua 34ª na categoria. Colecionava sete títulos e era reconhecido como o piloto que mais vezes venceu provas de 500 milhas (nove).

No fim de 89, A.J. tinha participado de 349 corridas, só na F-Indy.

Fazia questão de dizer que era um homem simples, mas cravou seu nome na história como a encarnação de uma lenda viva.

Resistência é fundamental

Automobilismo não significa acelerar como um alucinado pelas pistas. É preciso muita estratégia e resistência tanto do piloto quanto da máquina para se chegar às vitórias. Por isso, só os melhores conseguem sobreviver às 24h de Le Mans, prova que, em 77 anos de existência, colocou a Porsche em evidência. A escuderia é a que mais edições venceu da corrida: 16.

O circuito do autódromo de Le Mans, cidade a Noroeste da França, passou por diversas reformas e já mudou de configuração 11 vezes. A última mudança, feita em 97, restringe a velocidade dos carros mais bem preparados a 300 km/h no trecho de maior velocidade. A emoção de vencer os desafios de Le Mans é tanta, que até o tricampeão de F-1 Michael Schumacher se arriscou na pista em 91. O Alemão, até então desconhecido, fez a volta mais rápida da corrida e chegou em quinto lugar.

O Brasil também tem sua prova de resistência: as Mil Milhas, realizada em Interlagos. Disputada desde 56, a prova viu de perto a evolução da indústria automobilística no País. As Mil Milhas também contaram com a participação de pilotos que escreveriam seu nome na história do automobilismo, como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e José Carlos Pace.

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