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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FITTIPALDI
Foto Gazeta Press
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Émerson: na trilha de Fangio

COMO FANGIO, FITTIPALDI CONSAGROU OS SUL-AMERICANOS

Foi o brasileiro Émerson Fittipaldi quem recolocou o nome da América Latina, pobre e subdesenvolvida, no circo rico da F-1, trilhando um caminho que já havia sido desbravado pelo argentino Juan Manuel Fangio.

“Para um europeu nascido na Inglaterra, correr na Itália não é tão importante como para um brasileiro que sai da América do Sul ou do terceiro Mundo, como dizem, e assumir uma posição de vitória na terra deles”, comentou o brasileiro.

A primeira corrida de Fittipaldi na F-1 foi no GP da Inglaterra, em julho de 1970, quando chegou na oitava colocação pilotando em teste uma Lotus. Os primeiros pontos viriam na corrida seguinte, na Alemanha — chegou em quarto lugar e foi contratado pela equipe como terceiro piloto.

Sua quarta prova seria na Itália, mas a morte de seu parceiro de time, Jochen Rindt, na curva Parabólica, fez com que a Lotus desistisse de disputar a prova. Em seguida, John Miles, segundo corredor da equipe, a abandonou em decorrência do acidente de Rindt.

Aos 23 anos, Fittipaldi assumia a Lotus como primeiro piloto, depois de apenas três GPs. “O cara pode ser um tremendo piloto e isto não dizer nada se não estiver em uma equipe de ponta”, dizia. Em outubro de 1970, o brasileiro venceu sua primeira prova na F-1, garantindo o título póstumo a Jochen Rindt. Isso em Watkins Glen (EUA).

Dois anos depois, o piloto que tinha como ídolo Jim Clark — “a simples menção de seu nome já me fascinava” — tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar um título na F-1. E, aos 25 anos, se consagrava como o mais jovem piloto a vencer um Mundial da categoria.

Fittipaldi ficou na Lotus por cinco temporadas. Saiu da equipe magoado com o dono, Collin Chapman, que teria favorecido seu parceiro, Ronnie Peterson, na disputa de 1973, quando foi vice.
No ano seguinte, transferiu-se para a McLaren e chegou ao bicampeonato. Em 76 foi vice novamente. No final da temporada, foipara a Copersucar, de seu irmão Wilson.

Cinco anos mais tarde, abandonou a F-1. “Havia perdido a motivação. Além disso, foi um grande erro criar uma escuderia para ser ao mesmo tempo patrão e piloto”, dizia. Fittipaldi não largou as pistas. Em 1984 estreou na F-Indy. Foi campeão em 1989 (primeiro estrangeiro em 70 anos a conquistar um título nas pistas norte-americanas).

Sonho tecnológico brasileiro

Quando Émerson Fittipaldi trocou a Lotus pela McLaren, no final da temporada de 1973, levou consigo o patrocínio da Phillip Morris, por meio da marca de cigarros Marlboro. O carro não era excepcional, mas o brasileiro conseguiu faturar o bicampeonato mundial.

Cansado dos atritos com o chefe da equipe, Teddy Mayer, Fittipaldi decidiu investir num projeto encabeçado por seu irmão Wilson: a criação de uma equipe com o nome da mais tradicional família do automobilismo brasileiro, que seria patrocinada pela Copersucar. Foram anos difíceis na carreira do bicampeão, que não conseguiu trazer para o time nacional o patrocínio da Marlboro.

O sonho dos membros da equipe Fittipaldi, que sonhavam com um carro e tecnologia brasileiros, foi se desfazendo aos poucos. Os projetistas do time foram mudando e, cada vez mais, entravam funcionários estrangeiros. A Fittipaldi acabou fixando sua sede na Inglaterra, assim como a fábrica também.

Mesmo assim, os carros não andavam bem. O F-1A fracassou, o 2A também, e aqueles que vieram depois repetiram a sina dos anteriores. A equipe acabou perdendo o patrocínio da Copersucar e a única marca brasileira que sobrou na Fittipaldi foi o piloto Chico Serra, mantido por insistência de Émerson. A última temporada que o time disputou foi em 1981.

144
Número de Gps disputados por Émerson Fittipaldi em 11 anos correndo na F-1

Estrangeiro
Em 1989, Fittipaldi faturou um título na F-Indy, quebrando uma hegemonia de 70 anos de vitórias de norte-americanos

Naufrágio
O bicampeão da F-1 se arriscou em um projeto familiar de criação de uma equipe própria, mas o sonho do time patrocinado pela Copersucar não vingou. Seu maior êxito fui um segundo lugar no GP Brasil de 1978, com Fittipaldi no volante

Campeão em 1972
Aos 25 anos, Fittipaldi se tornava o mais jovem piloto a conquistar um título mundial de F-1. Pilotava uma Lotus

Bicampeão em 1974
O brasileiro venceu a segunda temporada de sua carreira atrás do volante de uma McLaren (motor Ford)

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