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. . . . . . . VÔLEI FEMININO |
Força
que vem de Cuba
DEPOIS DE TRÊS OUROS, CUBA SE CONSAGRA NO VÔLEI MUNDIAL
Os resultados das últimas décadas não mentem: a seleção
feminina de Cuba é a equipe que mais conseguiu manter
o equilíbrio e ficar na elite do vôlei mundial. Na última
disputa olímpica, em Sydney, a equipe cubana ficou uma
hora e quarenta e três minutos em quadra e, fechando o
placar em 3 a 2, derrubou a seleção russa para ficar com
o terceiro ouro de sua história. A fama conseguida com
os característicos gritos, provocações e caras fechadas
veio, em grande parte, devido à força física das jogadoras.
A rapidez dos ataques, sempre temida pelas brasileiras,
é o trunfo da seleção de Fidel. Regla Torres, Regla Bell
e Mireya Luis começam a dar espaço à nova geração do vôlei
feminino, deixando para trás um currículo esportivo invejável
e uma escola do esporte reconhecida mundialmente. Mas
apesar da superioridade cubana, outros países começaram
a despontar no cenário do vôlei mundial a partir da década
de 90. As chinesas se destacaram pela defesa muito eficiente.
A atual técnica, Lang Ping, dá o tom da nova equipe: “Não
quero que elas sejam só jogadoras de vôlei. Incentivo
para que façam outras atividades, desde que continuem
mantendo a qualidade”, ressalta a treinadora enfatizando
a linha mais liberal adotada. Já as russas surpreenderam
com as jogadas rápidas e o bloqueio-muralha. Isso porque
a média de altura equipe européia chega a ultrapassar
os 1,86m. Das 12 jogadores atuais, cinco têm 1,90m exatos.
Mantendo uma estatura média e um esquema tático equilibrado,
as brasileiras também conseguiram seu espaço entre as
quatro melhores do mundo nos anos 90.
Ana Moser se curva ao talento de Mireya Luis
A convivência nas quadras mundiais fez com que Ana Moser
não tivesse dúvidas quanto à resposta de quem seria a
melhor das jogadoras de vôlei do século. “A Mireya é a
mais completa de todas”, aponta. A brasileira lembra que
a prova da eficiência cubana está explicitada nas três
medalhas de ouro conquistadas em Barcelona, Atlanta e
Sydney com a seleção nacional.
Deixando a rivalidade das quadras de lado, Ana Moser é
enfática ao confirmar porque considera a cubana superior:
“Aqui não adianta você treinar uma jogadora dez anos que
ela não vai pular um metro. É só a Mireya mesmo”, acentua
a jogadora.

Regla Torres
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Mireya Luis
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Ana Moser
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O título de melhor jogadora do
século, atribuído pela Fivb, vem consagrar a carreira
da cubana que subiu mais vezes ao pódio por seu
país
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A cubana de 1,73m chegou, ao lado
de Regla Torres, a uma façanha única em uma seleção
de vôlei: três vezes medalha de ouro em Olimpíadas
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Destaque entre as atacantes brasileiras,
a curitibana dona de um dos saques mais potentes
ajudou a seleção na conquista do bronze de 96 |
Após a briga, o bronze
Mais do que a cena do pódio, com o bronze no peito
conquistado no sufoco contra as russas, com um placar
de 3 a 2, as meninas do técnico Bernardinho guardam na
memória o tumulto da semifinal da competição em Atlanta,
que eternizou as cubanas como as inimigas número um das
brasileiras, dentro das quadras.
Na ocasião, após a confirmação da eliminação, Ana Moser
e companhia foram tirar satisfação com as adversárias
depois de um jogo repleto de provocação e desrespeito.
“Levei um soco nas costas e vários chutes no caminho para
os vestiários”, relembra Ana Paula. “Me deram um arranhão,
mas eu devolvi com um pontapé”, diz Márcia Fu.
Hoje, a confusão, que virou caso de polícia, é relembrada
com irreverência pela maioria que formou a seleção de
96.
Polêmicas à parte, a competição representou a ascensão
do vôlei nacional. Depois de um sexto lugar em Seul (88)
e um quarto lugar em Barcelona (92), a equipe feminina
finalmente conquista sua primeira medalha olímpica na
história.
Atlanta também ficou marcada pela consagração de Ana Moser
como uma das melhores atacantes do mundo, além da despedida
de Ida das quadras para as areias. |
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