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. . . . VÔLEI MASCULINO |
| Foto Gazeta Press |
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Os craques da vez
HISTÓRIA DO VÔLEI MASCULINO É MARCADA
PELO EQUILÍBRIO
Sempre o equilíbrio. A história do vôlei masculino
é marcada por essa característica. Fanáticos do mundo
inteiro puderam acompanhar a cada década a ascensão e
sumiço de craques de nacionalidades variadas.
A equipe italiana ganhou fama e principalmente dinheiro
a partir de 84, quando conquistou sua primeira medalha,
o bronze. Depois veio o tricampeonato da Liga Mundial,
de 90 a 92. Os bloqueios de Andrea Zorzi decidiram muitas
partidas a favor da equipe italiana. Poucos conseguiram
ultrapassar a barreira formada com a marca de 3,60m de
altura alcançada pelo jogador.
Na década 80, os Estados Unidos conheceram o caminho do
ouro com a conquista do campeonato em Los Angeles e, em
88, o bicampeonato em Seul. Jogador-ícone dessa período,
Karch Kiraly foi eleito recentemente pela Fivb (Federação
Internacional de Voleibol) como o melhor jogador do século
20 pelos feitos até então.
Diferentemente da equipe feminina, os jogadores de Cuba
ainda não alcançaram a marca de número um, mas figuram
entre as cinco melhores equipes da atualidade.
Com uma equipe renovada e jovem, os brasileiros querem
manter o status das gerações passadas.
A prata que originou tudo
Os cobaias do vôlei nacional. Assim podem ser definidos
os integrantes da famosa Geração de Prata, que em 84,
na Olimpíada de Los Angeles, conquistou o primeiro título
do vôlei masculino , o primeiro de importância internacional
da recente história nacional do esporte.
A equipe formada pelos lendários Renan, Willian, Montanaro,
Amauri, Fernandão, entre outros, foi responsável por testar
equipamentos, técnicas e condicionamentos que alavancaram
a evolução do jogador de vôlei brasileiro. “Descobrimos
vários fundamentos durante a Olimpíada”, lembra Renan.
Indagados sobre qual o perfil característico daquele time,
os veteranos são taxativos: um grupo criativo, atrevido
e de 'anões'. Quase mambembe. Devido à precariedade do
esporte, quanto a estrutura e ao incentivo, a Geração
de Prata abriu caminho para as outras que se seguiram
de forma irreverente. A baixa estatura — de no máximo
1,80m — se comparada aos jogadores atuais também foi uma
característica marcante. “Éramos uma equipe rápida e criativa
apesar de baixa. Hoje , o vôlei é muito força, È mais
porrada, sem jogadas de efeito. Já o antigo, da época,
era bailarino e mais técnico”, analisa Fernandão.
Em 84, os brasileiros eram os favoritos, mas os norte-americanos
venceram a final por 3 a 0. O Brasil ficou com a prata.
Após o vice no Mundial de 1982, na Argentina, e da medalha
olímpica, em 84, o esporte se tornou o segundo da preferência
nacional, perdendo para o futebol. “O vôlei passou a ser
negócio, o que aumentou o interesse de patrocinadores
e também ajudou na ascensão de novas equipes”, disse Montanaro.
Deixou-se o amadorismo de lado para dar lugar ao profissionalismo.
“Eu aliava o trabalho e os treinos. Agora, não precisa.
Dá para fazer um bom pé de meia só se dedicando ao esporte,
ressalta Fernandão.
O esporte tornou-se 'top', ganhou projeção e formou uma
nova escola no mundo: a do Brasil. “Pessoas do mundo inteiro
vem jogar vôlei aqui”, garante Renan.
Misto de tênis com basquete
Os norte-americanos deixaram de lado o recém-criado basquete
(1892) para se dedicar ao esporte menos cansativo para
os praticantes da época: o vôlei. Conhecido primeiramente
como minonette, o esporte criado pelo professor de educação
física William G. Morgan misturou a rede de tênis com
a câmara da bola de basquete.
Difundido nos Estados Unidos, o vôlei só ficou conhecido
no restante da América em 1910, quando uma missão governamental
incumbida da educação primária do Peru usou o esporte
como material didático.
Cinco anos depois, o esporte já era praticado nas ruelas
das poucas cidades urbanizadas brasileiras. A dúvida quanto
ao local pioneiro da prática no País é histórica. Alguns
afirmam que o esporte surgiu num colégio de Pernambuco.
Outros apontam a Associação Cristã de Moços de São Paulo
como o primeiro lugar de manchetes e cortadas.
O fato é que somente a partir da década de 50 o Brasil
começou a dar mais importância ao esporte com a criação
da Confederação Brasileira de Volley-Ball, em 1954. Desde
então, o País formou sua seleção e já participou de todas
as Copas do Mundo e todas as edições dos Jogos Olímpicos
na categoria masculina, a primeira a despontar com a camisa
verde-amarela. O ouro e a prata em Olimpíadas foram os
títulos mais representativos. |
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