| Foto Gazeta Press |
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Vitória de Mussolini
EM UMA COPA PROGRAMADA PARA A ITÁLIA VENCER, OS
ADVERSÁRIOS POUCO PODEM FAZER DENTRO DO CAMPO
O segundo Campeonato Mundial sofre a interferência política
de Benito Mussolini. O fascismo cresce no país. O ditador
pretende mostrar ao mundo a Nova Itália e diz ao general
Giorgio Vaccaro que consiga ‘a todo custo’ levar para
Roma a sede da Copa. O jornalista Vitório Pozzo prepara,
então, um plano que assegure o título aos italianos. Em
sinal de protesto contra a ausência da maioria dos europeus
no Mundial anterior, o Uruguai não comparece.
Os paulistas — mais preocupadis com problemas locais —
mandam apenas quatro jogadores: Valdemar de Brito, Silvio
Hoffmann, Luizinho e Armandinho. A base é do Botafogo.
O mundo passa a conhecer o genial Leônidas da Silva, o
inventor da bicicleta. O país pede Domingos da Guia, mas
ele não vai. O sistema é de eliminatória simples.
Em Gênova, a Espanha elimina o Brasil, que não resiste:
3 a 1. Em Roma, a Itália arrasa os Estados Unidos: 7 a
1. No confronto seguinte, em Florença, 1 a 1 contra a
Espanha. Na prorrogação, 0 a 0. Na última batalha, Meazza
garante o 1 a 0 da Itália. O atacante assegurou também
o 1 a 0 contra a temida Áustria. Na final, Mussolini vê
a agonia do primeiro tempo sem gols diante dos checos.
Para complicar, Puc abre a contagem na segunda fase. Silêncio
no estádio de Roma. Aos 40 minutos — ufa! — Orsi empata.
Na prorrogação, Schiavo salva a honra da pátria de Mussolini.
O resto perde a importância. Em Turim, a Áustria despacha
os franceses. Em Nápoles, Hungria 4 x 2 Egito. Em Trieste,
Tchecoslováquia 2 x 1 Romênia. Em Milão, Suíça 3 x 2 Holanda.
Em Florença, Alemanha 5 x 2 Bélgica. Em Bolonha, Argentina
2 x 3 Suécia. |