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. . . . . . . . . . . . . . . . . 1938 |
| Foto Gazeta Press |
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Um bom
terceiro lugar
O BRASIL SURPREENDE E FAZ BELA CAMPANHA, MAS CAI DIANTE
DA ITÁLIA
Brasil termina em terceiro no Campeonato Mundial. Uma
façanha para quem ainda engatinha? Nem tanto. Afinal,
o País já tem a experiência de Leônidas da Silva, o Diamante
Negro.
Em 15 de agosto de 1936, na Ópera Kroll de Berlim, é concedido
à França o direito de organizar a Copa do Mundo de 38.
A Europa vive um clima tenso. Enquanto a Espanha sofre
numa sangrenta Guerra Civil, Hitler sugere que as tropas
alemãs tomem a Áustria. Dos 35 países inscritos, sobram
27.
O técnico Ademar Pimenta convoca os melhores jogadores
brasileiros. Em Estrasburgo, logo na estréia, o Brasil
ganha da fortíssima Polônia — 3 a 1 só no primeiro tempo.
No intervalo, chove muito. Leônidas da Silva — que marca
quatro gols nos 4 a 4 do tempo normal — tira as chuteiras
no meio do barro, mas o árbitro sueco Eckling não permite
que ele fique descalço. Na prorrogação, Perácio e Romeu
completam os gols dos 6 a 5 do Brasil. O time sai aplaudido:
Batatais, Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Martim
e Afonsinho; Lopes, Romeu, Leônidas da Silva, Perácio
e Hércules. Um timaço.
Nas quartas-de-final, o Brasil esbarra na Checolováquia
e não passa do 1 a 1. Na prorrogação, 0 a 0. No jogo desempate,
o time vence de virada — 2 a 1. O tempo esquenta no gramado:
Leônidas da Silva, Machado e Riha são expulsos. Saldo
da violência: 17 jogadores machucados, nove brasileiros
e oito tchecos, dois deles hospitalizados. Na semifinal,
porém, a Seleção Brasileira cai diante da Itália: 2 a
1. Mas, na decisão do terceiro lugar, se impõe: 4 a 2
na Suécia. Começava a se forjar uma cultura de campeões.
Itália é bicampeã mundial
Os italianos viajam de avião próprio, algo luxuoso na
época. Na primeira fase do Mundial, derrotam a Noruega
por 2 a 1. Na etapa seguinte, conseguem mais uma vitória:
3 a 1 em cima da forte seleção francesa, até então a sensação
do Mundial e que contava com o apoio de sua apaixonada
torcida. Na semifinal, leva a melhor sobre o Brasil —
2 a 1 —, num jogo em que os brasileiros jogaram desfalcados.
Na finalíssima, em Paris, asseguram o título nos 4 a 2
contra os húngaros. Os bicampeões mundiais: Michele Andreolo,
Ugo Locatelli, Amadeo Biavati, Silvio Piola, Gino Colaussi,
Pietro Ferraris II, Pietro Pasinati, Giovanni Ferrari,
Giuseppe Meazza e Eraldo Monzeglio. O técnico Vittorio
Pozzo é o mesmo da conquista olímpica de 36 e do Mundial
de 34. |
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