| Foto Gazeta Press |
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Garrincha brilha no Chile
SEM O REI, CONTUNDIDO, O PONTA MANÉ GARRINCHA COMANDA
O ESPETÁCULO NO BICAMPEONATO DO BRASIL
O Brasil mantém a base do Mundial anterior, mas na segunda
rodada fica sem Pelé. Garrincha se encarrega de comandar
o show. Em Viña del Mar, a Seleção de Aimoré Moreira bate
o México — 2 a 0 — gols de Pelé e Zagallo. No segundo
jogo, o Rei se contunde no 0 a 0 contra os checos, resiste
até o fim — as regras ainda não permitiam substituições
— mas é alijado da Copa. É a grande chance de Amarildo,
que ocupa a vaga de Pelé em alto estilo. Afinal, ao estrear,
ele marca os dois gols da virada (2 a 1) sobre a Espanha,
ao concluir dois cruzamentos de Garrincha, no confronto
mais efervescente do Mundial do Chile. Antes do jogo,
não faltam provocações que acirram ainda mais o duelo.
Na véspera, os espanhóis chamam os adversários de “velhos”.
Do lado de lá, Di Stefano, o mais visado no bate-boca,
nem entra em campo. Portanto, escapa ileso da prometida
vingança. O motivo da revolta é que o arrogante centroavante,
um dos magos do futebol mundial, teria boicotado Didi
no Real Madrid. O que interessa é que o Brasil avança
no Mundial. O Brasil classificado.
Depois, Garrincha - o dono do baile — faria dois gols
(outro de Vavá) nos 3 a 1 contra os ingleses. Nas semifinais,
goleamos o Chile - 4 a 2 -dois de Garrincha e dois de
Vavá. Garrincha, caçado em campo, reage à violência e
sai expulso.
O resultado põe o Brasil na final. Amarildo, Zito e Vavá
decretam os 3 a 1 sobre a Checoslováquia. Masopust desconta.
Os bicampeões dão a volta olímpica. O técnico Aimoré Moreira
escala Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nilton Santos;
Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo e Zagallo. |