| Foto Gazeta Press |
 |
Uma volta no carrossel
O BRASIL APRESENTA UM FUTEBOL DEFENSIVO, QUE CEDE LUGAR
PARA O ÁGIL E EFICIENTE JOGO DOS HOLANDESES
Agora, esqueçam a Jules Rimet que o Brasil traz em definitivo
do México, roubada na Inglaterra, em 66. Um cão a localiza,
mas voltam a roubá-la no Rio. A original é derretida.
Entregam uma réplica. É instituída a Copa do Mundo Fifa
no Mundial da Alemanha-74. João Havelange é o primeiro
não-europeu a assumir a presidência da Fifa. O Brasil
fica no 0 a 0 contra os iugoslavos. Na segunda rodada,
outro sinal de alerta é a reprise do empate sem gols diante
dos escoceses. Enfim, ganhamos dos alemães orientais
— 1 a 0 (Rivelino, de falta). Passamos pelos velhos rivais
argentinos — 2 a 1 — gols de Rivelino e Jairzinho. Escorregamos
na fortíssima Holanda (2 a 0). Luiz Pereira, desesperado
em campo, é expulso. Leão, Zé Maria, Luiz Pereira, Marinho
Peres, Marinho Chagas, Paulo César Carpegiani, Rivelino,
Paulo César Caju (Mirandinha), Valdomiro, Jairzinho e
Dirceu se despedem da Copa conquistada pela anfitriã Alemanha
Ocidental exatamente em cima da favorita Holanda de Cruyff
e Cia. A derrota brasileira é atribuída a Zagallo, que
esnoba o adversário nas entrevistas da semana. Na volta,
o técnico é ameaçado pela torcida no aeroporto e sai de
camburão pelos fundos. |