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Um título mais
que suado
APÓS 24
ANOS, BRASIL CONQUISTA O TETRA NOS EUA, MAS FUTEBOL NÃO
EMPOLGA
Estados Unidos, 1994. O capitão Dunga, símbolo da derrota
no Mundial anterior, vira herói no tetra do Brasil nos
Estados Unidos-94. É verdade que o time joga feio. O esquema
de Carlos Alberto Parreira bloqueia, se fecha e contra-ataca.
De gol em gol — e de retranca em retranca — fomos no atropelo.
Não importa. O que vale é o ranking do campeão na ponta
da tabela indesmentível. É o que fica na lembrança. Romário,
cinco gols na Copa-94, é o craque do campeonato. Mas o
russo Salenko confere cinco dos 6 a 1 contra Camarões
e crava o recorde mundial em um único jogo. Em 1950, o
uruguaio Schiaffino também marca cinco dos 8 a 0 sobre
a Bolívia, mas, na última década, a Fifa desconsidera
um dos gols.
As boas imagens permanecem irretocáveis. O troféu nas
duas mãos de Dunga levantadas para os céus. O beijo de
Romário na taça. As defesas impossíveis de Taffarel nos
3 a 2 sobre a Holanda). O terceiro gol da classificação
— de Branco. O zero a zero contra a Itália no tempo normal.
Os 3 a 2 (Romário, Branco e Dunga) nos nos pênaltis —
um deles desperdiçado pelo italiano Baggio do lado de
lá. De novo, São Taffarell para salvar a honra da pátria
de chuteiras. Aquilo, enfim, que os torcedores querem
para aplaudir nas ruas barulhentas do país inteiro.
É verdade que muitos reclamam do futebol retrancado de
Carlos Alberto Parreira. Querem uma seleção para a frente.
Sem medo de atacar. Que ouse mais na coragem de Dunga,
que um dia reclama da retranca e manda o time atacar.
Que coloque a bola certinha nos pés infalíveis de Romário,
o Baixinho furioso e matador nas jogadas de área. Apesar
de tudo, o Brasil cuidadoso chega lá. |