| Foto Gazeta Press |
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Mundial da Fifa chega
em 2000
O CORINTHIANS
ENTROU PARA A HISTÓRIA DO FUTEBOL
O dia 14 de janeiro de 2000 vai ficar para sempre
guardado na história do futebol brasileiro. Principalmente
para os corintianos.
Nessa data, o Corinthians conquistou o mundo, derrotando
o Vasco, nos pênaltis, por 4 a 3, após um empate por
0 a 0, no estádio do Maracanã, no Rio. Era a decisão
do I Mundial de Clubes, realizado pela Fifa, a entidade
maior do futebol.
O grande herói corintiano foi o goleiro Dida, que chegou
a defender um pênalti. Ele também contou com a sorte,
quando Edmundo, no último e decisivo pênalti, chutou
para fora.
O camisa um já era considerado o Rei dos Pênaltis, porque
já havia defendido um penalidade máxima do francês Anelka,
no jogo com o Real Madrid. O Corinthians desperdiçara
um pênalti, com Marcelinho Carioca chutando para fora.
O Timão levantou a taça de forma incontestável. Em quatro
jogos teve duas vitórias e dois empates; seis gols pró
e apenas dois contra.
Dia 5 de janeiro, na estréia, bateu o Raja Casablanca,
de Marrocos por 2 a 0. Dois dias depois, empatou com
o Real Madrid por 2 a 2. No dia 10, venceu o Al Nasser:
2 a 0.
O grande destaque corintiano foi o atacante Edílson.
O Capetinha foi o principal artilheiro do time, marcando
dois gols. Ele foi considerado o melhor do campeonato,
infernizando as defesas adversárias. O comandante corintiano
foi o técnico Oswaldo de Oliveira, que soube neutralizar
as armas de seus adversários com muita inteligência
e perseverança.
O campeonato envolveu os vencedores dos principais torneios
mundiais. Além de Corinthians e Vasco, do Brasil, participaram
Real Madrid, da Espanha, Manchester United, da Inglaterra,
Necaxa, do México; South Melbourne, da Austrália; Al
Nassr, da Arábia Saudita e Raja Casablanca, do Marrocos.
Apesar de ser o primeiro campeão do Mundial de Clubes,
o Corinthians acabou não sendo confirmado pela Fifa
para a segunda edição, que vai ser realizado em agosto
do ano que vem, na Espanha.
Democracia revolucionaria
O Corinthians pode ser considerado um clube diferente
dos demais. Até a sua trajetória política marcou época
no futebol. Na década de 80, por exemplo, foi criada
a Democracia Corintiana, um movimento cujo objetivo
era unir o grupo e dar mais liberdade e tranqüilidade
para os jogadores se expressarem e manifestarem.
Sócrates, Casagrande, Vladimir, Juninho, entre outros
jogadores, foram os principais articulistas desse movimento.
Se fora do campo eles saíram fortalecidos, dentro os
resultados também apareceram. E foram satisfatórios.
O Corinthians continuou com suas glórias, sendo bicampeão
paulista 82 e 83, ao derrotar o São Paulo nas duas vezes
seguidas.
Há quem diga que a Democracia Corintiana mudou a fisionomia
do clube e sempre esteve à frente nos debates sobre
política do futebol.
O Início - Vicente Matheus, impedido estatutariamente
de se reeleger em 81, lançou Waldemar Pires no comando,
ficando ele como vice. Mas Pires foi quem passou a mandar,
provocando seu rompimento com Matheus.
No dia 1º de novembro de 81, Adílson Monteiro Alves
assumiu a diretoria de futebol. Reunido com os jogadores
no vestiário, ele avisou que o diálogo seria a base
do trabalho. Da amizade com os jogadores surgiu a Democracia
Corintiana.
Três vezes tricampeão paulista
Sob a luz de um lampião a gás, no dia 1º de setembro
de 1910, às 20h30, nascia, no bairro do Bom Retiro,
o Sport Club Corinthians Paulista. O nome foi inspirado
no mais famoso time amador da Inglaterra na época, o
Corinthians Casuals, de Londres. Quatro anos após sua
fundação, ele conquistava o Campeonato Paulista invicto,
em 1914. Em 1916 o feito repetiu-se. Mas a partir da
década seguinte é que aconteceram as grandes glórias:
foi três vezes tricampeão paulista: 1922/23/24; 28/29/30,
e 1937/38/39. Nos anos 50, apesar do bicampeonato de
51/52, o título mais representativo foi conquistado
em 54, ano do quarto centenário de São Paulo.
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Sócrates
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Futebol elegante, toque sutil, passes de calcanhar
e vários títulos fizeram ele entrar para a história
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Neto
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Craque e irreverente, Neto foi o principal jogador
no primeiro título brasileiro, em 90. Fez 84 gols
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Rivelino
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Considerado o Reizinho do Parque pelos passes
precisos e chutes fortes; exímio cobrador de faltas
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Basílio
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O Pé de Anjo, que acabou com um jejum de títulos,
marcando o gol na histórica final de 77, contra
a Ponte |
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Baltazar
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Considerado o Cabecinha de Ouro, por fazer 150
gols de cabeça. Fez história nos anos 50 |
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