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A Rebelião
dos pequenos
EM 1922 SELEÇÃO BRASILEIRA TORNA-SE
BICAMPEÃ SUL-AMERICANA
Em 1921, o futebol brasileiro entra em crise. Em São
Paulo, os pequenos clubes da segunda divisão reagem
ao fim da Lei de Acesso e se afastam da APEA (Associação
Paulista de Esportes Atléticos). O Flamengo é bi carioca.
Aqui, o Paulistano é campeão. Em 1922, o Brasil é bi
sul-americano diante do Paraguai. O Corinthians leva
o título de "Campeão do Centenário". No Rio,
dá América de novo. O Vasco é promovido à elite. Em
Montevidéu, o Brasil termina em último no Campeonato
Sul-Americano. Em 1923, o Vasco comemora o primeiro
título como integrante da divisão principal carioca.
O Corinthians é bicampeão.
Em 1924, nosso futebol vive uma fase apagada. Em 1925,
o Paulistano vai à Europa. É o primeiro clube do país
a atravessar o Atlântico no vapor holandês "Zeelandia".
No mesmo ano, o clube, que combate o falso amadorismo,
se afasta da APEA. Em 1926, outros dissidentes fundam
a Liga Amadora: Paulistano, AA das Palmeiras, Germânia,
Britânia e CA Santista. O São Cristóvão é campeão carioca.
Em 1928, implanta-se o profissionalismo em São Paulo.
Oito equipes participam do regional paulista. Nesse
mesmo ano (24 de dezembro), circula o primeiro número
de A Gazeta Esportiva.
Verdadeiro escândalo no front paulista
Em 1927, a Associação dos Cronistas Esportivos (Aceesp)
resolve promover um amistoso as seleções do Rio e de
São Paulo no Parque Antárica. Como prevêem hostilidades,
os cariocas não embarcam. Seguem apenas três ou quatro,
que, no retorno, seriam presos. Os responsáveis não
cancelam o jogo.
Portões abertos, estádio lotado. Falsos visitantes entram
disfarçados no gramado. Mas, aos poucos, o público percebe
a farsa e reage. Vaias e logo começa a depredação.
É um sufoco: os "cariocas" se escondem nos
vestiários. À noite, torcedores, revoltados, tentam
invadir a sede da Aceesp da rua 15 de Novembro. Uma
parte da renda (30 contos) destina-se à reforma do Parque
Antártica danificado. A outra vai para instituições
de caridade. .
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