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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FLUMINENSE
Foto Gazeta Press
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Uma paixão em três cores

O FUMINENSE É UM AUTÊNTICO COLECIONADOR DE TÍTULOS,
A COMEÇAR POR CAMPEONATOS CARIOCAS


A história do Fluminense - um dos primeiros e mais tradicionais clubes do futebol brasileiro - é repleta de títulos. Entre os mais importantes consta o tricampeonato carioca, obtido entre 1983 a 1985. No período, a equipe também levantou um Campeonato Brasileiro (1984). Nessas conquistas, dois jogadores foram considerados fundamentais para o sucesso do time: o meia Assis e o atacante Washington, na época conhecidos como "casal 20", devido ao grande entendimento deles em campo. Enquanto Assis desarmava e criava jogadas, Washington superava os adversários para balançar as redes rivais.

Washington chegou a ser chamado de "Carrasco do Flamengo", de tanto que humilhava o rival da Gávea. Foram dois gols decisivos, 1 a 0 na final do Campeonato Estadual de 1983 e o mesmo resultado no encerramento do Campeonato de 1984. Em 1983, o Tricolor ganhou 13 jogos, empatou seis e perdeu cinco. Fez 31 gols e sofreu 13. No ano seguinte, obteve 16 vitórias, cinco empates e três derrotas; anotou 40 gols e tomou 16. Completando o tricampeonato, o Flu venceu 15 jogos, empatou sete e perdeu apenas dois; marcou 32 gols contra 12. O ator e escritor Mário Lago, tricolor desde os sete anos, conta como o clube das Laranjeiras o encantou ao longo de 65 anos de paixão:

"Sou Tricolor por influência de um tio, o Antônio, que era sócio benemérito e, a cada domingo, levava um sobrinho para ver os jogos do Fluminense. Éramos eu e mais dois primos. Tive o privilégio de ver o meu time jogar pela primeira vez no turno de 1919, contra o São Cristóvão, nas Laranjeiras. Jamais esqueci aquele dia: vencemos por 4 a 3. Na base da ousadia, da técnica e do amor à camisa. É mesmo paixão à primeira vista."

Horta, o presidente inovador

O Fluminense ofereceu aos torcedores, na década de 70, um dos melhores times do futebol brasileiro. O recém eleito presidente Francisco Horta inovou. Sem grandes investimentos convenceu dirigentes de outros clubes do Rio a trocar jogadores. Fez excelentes negócios. De 1973 ao início dos anos 80, grandes jogadores vestiram a camisa tricolor, como Rivellino. Ao lado de Carlos Alberto Torres, Pintinho, Dirceu, Doval, Rodrigues Neto e Paulo César Lima, o Fluminense colecionava triunfos e títulos como o Campeonato Carioca, em 1975 e o Estadual em 1976. Em 1980, interrompeu um período de glórias do Flamengo de Zico.

BAHIA - Campeão em pleno Beira-Rio

Depois de surpreender os clubes do eixo Rio-São Paulo em 1960 conquistando a Copa do Brasil, o Bahia voltou a brilhar em 1988.
Ao empatar por 0 a 0 na decisão com o Internacional, em pleno estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, os baianos ganharam a Copa Brasil, a Taça Bicentenário da Inconfidência Mineira e um troféu especial mandado confeccionar pela CBF.

O time baiano foi para Porto Alegre tranqüilo: a vitória por 2 a 1 no primeiro jogo, no estádio Fonte Nova, em Salvador, permitia que um simples empate, sem abertura de contagem no Rio Grande do Sul, lhe assegurasse o título. Na partida da Fonte Nova, o time baiano chegou a estar perdendo por 1 a 0. Mas, empurrado por sua enorme torcida, o time reagiu e virou o placar. Na tarde de 2 de fevereiro de 1989, no estádio Beira-Rio, o clube soube jogar com o regulamento. Os baianos não se expuseram e só sairam em contra-ataques para correr o mínimo de riscos.

Sem grandes expressões, mas com uma equipe competitiva, o Bahia não deu espaço para ninguém na competição. O meia Bobô foi o grande articulador das jogadas do time. Mas o Bahia, orientado pelo técnico Evaristo de Macedo, tinha outros jogadores importantes em seu elenco, como Zé Carlos, Charles, Marquinhos e Paulo Rodrigues, além do goleiro Ronaldo.

Branco
Além da boa técnica, o lateral-esquerdo foi um dos destaques do time das
Laranjeiras e da Seleção Brasileira
Pintinho
Hábil volante, marcou época no clube com belas jogadas. Foi campeão carioca em 73, 75 e 76
Castilho
Atuou no clube de 47 a 65, marcando sua passagem pelas grandes defesas, além da sorte
Magno Alves
Foi o substituto de Ézio, que o elegeu como o super-herói do time pelas essenciais finalizações
Roger
Começou a jogar nas divisões de base do Flamengo, mas ainda juvenil transferiu-se para o Tricolor

 

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