| Foto Gazeta Press |
 |
| Foto Gazeta Press |
 |
|
Telê,
um mito são-paulino
APÓS SUA CHEGADA, TRICOLOR DO MORUMBI SE TRANSFORMA
A grande arrancada para o crescimento do futebol do
São Paulo começou com a contratação do técnico Telê
Santana e do preparador físico Moraci Sant'Anna, em
outubro de 1990.
Austero e perfeccionista, adepto ao futebol arte, Telê
chegou para substituir o ex-lateral-direito Pablo Forlan,
que impunha em suas equipes um estilo de jogo baseado
na força, garra e às vezes no futebol violento. Quando
Telê chegou ao Morumbi, o Tricolor estava na série B
do futebol paulista.
Além de conquistar torneios extra-oficiais, especialmente
os disputados na América do Sul, Telê foi o grande ganhador
de títulos nos anos 90. Tornou-se um vencedor de torneios
de verão (Espanha e Itália). Foram dez competições oficiais,
reconhecidos por Federações e Confederações dos cinco
continentes.
Telê Santana marcou para sempre sua passagem pelo Tricolor.
Quando um jogador errava ele não se intimidava: gritava
e xingava.
Os treinos específicos eram freqüentes. Nos coletivos,
buscava fazer com que o time ganhasse conjunto. E conseguia.
Zetti, Cafu, Antônio Carlos, Ronaldão, Leonardo, Bernardo,
Raí, Palhinha, Sidnei, Muller eram alguns dos jogadores
que deram muitas alegrias aos torcedores são-paulinos.
Em 94, até o "Expressinho" fez sucesso: com o time
que tinha como destaques Rogério Ceni e Juninho, o São
Paulo foi campeão da Taça Conmebol. E aí acumulavam-se
jogos. O time Tricolor chegava a fazer entre 90 e 95
jogos por ano. Um desgaste físico enorme para todos
os atletas do clube.
Mesmo assim, ao contrário do que se poderia pensar,
nenhum jogador teve de parar por excesso de jogos. Só
pararam aqueles que já ultrapassavam a casa dos 36 anos.
Telê está imortalizado no São Paulo. É um nome que jamais
será esquecido pelos torcedores. Ele faz parte da história
do clube. Marcou época como os jogadores Friedenreich,
Leônidas da Silva, Sastre, Bauer, Poy, Dias, Zizinho,
Canhoteiro, Gérson, Dario Pereyra, Pedro Rocha, Muller
e Raí.
O campeão dos campeões
Dos cinco grandes clubes paulistas, o São Paulo Futebol
Clube é o caçula. A base do Tricolor surgiu em 1930,
após a extinção do futebol do Clube Atlético Paulistano.
Na época, seus jogadores aderiram ao profissionalismo
e se uniram aos atletas da Associação Atlética das Palmeiras,
formando o Sã o Paulo da Floresta. Em 35 nascia o São
Paulo Futebol Clube.
Nas décadas de 30, 40 e 50, o São Paulo sempre formou
boas equipes, conquistou títulos e enviou jogadores
para as seleções paulista e do Brasil.
Nos anos 60 - quando a diretoria do clube destinou todas
as suas verbas e atenções para a construção do estádio
Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi (o maior estádio
particular do mundo) - os torcedores apenas assistiam
Santos e Palmeiras disputar partidas memoráveis e a
realizar decisões inesquecíveis.
Na década seguinte, retornou às manchetes e às conquistas
paulistas. Foi campeão em 1970, 71 e 75. Nos anos 80
o clube mostrou a sua força no estadual. Obteve os títulos
em 1980, 81, 85, 87 e 89.
O Tricolor explodiu para o mundo na década de 90. Conquistou
três campeonatos estaduais, três campeonatos Brasileiros,
duas Copas Libertadores da América, uma Supercopa dos
Campeões, uma Conmebol, duas Recopa Sul-Americana e
especialmente dois mundiais interclubes, em 92 e 93.
Um elenco que inflaciona os salários do clube
Ao mesmo tempo que a equipe conquistava vitórias, obtinha
troféus e revelava jogadores, o clube via a folha de
pagamento dos atletas aumentar mês a mês. A única saída
que encontrada para saldar os compromissos era se desfazer
de alguns profissionais.
Foi por esse motivo que o |São Paulo teve de vender
Leonardo, Cafu, Raí, Palhinha, Antônio Carlos, Muller,
Macedo, André Luís e Elivélton, entre outros jogadores.
A reposição, com o tempo (especialmente após 1996) não
foi no mesmo nível. Desgastado no clube, Telê estava
para sair quando sofreu uma isquemia cerebral e teve
de se afastar das atividades profissionais.
 |
José Poy
|
De 1949 até 1963, o goleiro foi o
dono da posição e um dos maiores ídolos da torcida
tricolor |
 |
Zizinho
|
"Mestre Ziza" brilhou só um ano no
São Paulo, em 1957, mas foi o suficiente para se
consagrar |
 |
Gérson
|
O "Canhotinha" deu dois títulos paulistas
para o São Paulo, em 1970 e 71, e "voou" de lá para
a Seleção |
 |
Pedro Rocha
|
O meia se destacou ao defender o São
Paulo em duas Taça Libertadores da América: em 72
e 74 |
 |
Raí
|
Mais do que craque, é símbolo tricolor.
Conquistou o bi do Mundial Interclubes, em 92 e
93 |
|