| Foto Gazeta Press |
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Seul aos pés de Kristin Otto
NADADORA ALEMÃ GANHOU SEIS MEDALHAS DE OURO EM 88
Ainda sob a divisão de regimes e do imenso muro, a Alemanha
Oriental conseguiu em 1988, na Olimpíada de Seul, desfilar
o poderio de sua equipe de natação sobre as tradicionais
equipes canadenses e norte-americanas graças à Kristin
Otto. A nadadora ganhou seis medalhas de ouro, incluindo
as duas que ajudou sua equipe vencer no revezamento.
A sua sombra, Kristin conduziu o tempo todo as chinesas,
mas conseguiu com décimos de segundos manter-se no lugar
mais alto do pódio em todas as provas que disputou.
A mais emocionante prova durou menos de 26 segundos. Disputando
os 50 metros nado livre, venceu por meio braço a chinesa
Yang Wenyi, dona de nove recordes mundiais conquistados
em 86 (quatro) e 87 (cinco).
Mais uma medalha nadando de costas, Kristin Otto ainda
chegaria ao recorde olímpico em uma brilhante performance
na prova de 100m borboleta. Em 59 segundos, Otto confirmou
que estava entrando para a história da natação em grande
estilo. Para a alegria dos alemães, a compatriota Birte
Weigang ficou com o segundo lugar.
Mais duas medalhas de ouro no revezamento fizeram com
que o mundo passasse a ver as alemãs como as grandes donas
das piscinas de Seul. Hoje, Kristin Otto é comentarista
de um canal esportivo.
Apesar de todas as críticas que fizeram ao desempenho
da Alemanha Oriental, que teve seus nadadores acusados
de se doparem para conseguir grandes resultados, Otto
recebeu do COI (Comitê Olímpico Internacional) o título
de Rainha dos Jogos.
Se a natação alemã trouxe à tona discussões sobre doping
de atletas, também trouxe consigo um novo estilo de preparação
para os atletas. Resultado de inúmeras sessões de musculação,
as alemãs orientais desfilavam pelas piscinas ostentando
corpos bem definidos e ombros largos.O resultado de intensa
preparação aliado ao consumo de doping fez surgir inúmeras
superatletas. |