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Foto Gazeta Press
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Mark Spitz, o gênio rebelde

POLÊMICO E EFICIENTE, NADADOR ENTROU PARA A HISTÓRIA

O nadador norte-americano Mark Spitz - considerado um gênio da natação - foi um rebelde que chocou o mundo e entrou para a história. Conquistou sete medalhas de ouro e bateu sete recordes mundiais em sete provas disputadas na Olimpíada de Munique, em 1972, depois de ter decepcionado por sua indisciplina em 1968, no México.

Spitz nasceu na cidade de Modesto, na Califórnia, no dia 10 de fevereiro de 1950. Mantendo uma certa antipatia e muito individualismo, o atleta chegou a ser expulso do Santa Clara Swim Clube, o mais respeitado clube de treinamentos de natação dos Estados Unidos. Mark Spitz não gostava de respeitar regulamentos e se submeter aos treinadores.

A expectativa do norte-americano em 1968 era de obter seis medalhas de ouro, mas acabou ficando apenas com as duas que sua equipe conquistou no revezamento. A medalha de prata nos 100m borboleta e a de bronze nos 100m livre foram considerados por ele como fracassos.

Para a disputa em Munique, Mark Spitz treinou em seu limite máximo e foi mais discreto em suas pretensões. Até as eliminatórias dos 100m, o nadador norte-americano já tinha conquistado cinco medalhas de ouro e batido cinco recordes mundiais.

Com medo de não ter um resultado 100% positivo, Spitz pensou em não disputar as duas provas que faltavam. Jerry Heidenreich, outro norte-americano, era uma ameaça. Acredita-se que uma conversa privada com o técnico da equipe feminina, Sherm Chavoor, foi decisiva para Spitz se apresentar às eliminatórias.
A estratégia explosiva foi substituída pelo controle do ritmo e só na final Mark Spitz disparou para chegar à consagração. Após os jogos, o norte-americano largou o esporte e a faculdade de odontologia e se tornou garoto propaganda. Na década de 80, Matt Biondi também chegou levar sete medalhas, mas precisou de três Olimpíadas para se igualar à Spitz.
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