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. . . . . . MASTENBROECK |
| Foto Gazeta Press |
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Consagração holandesa
HENDRIKA MASTENBROECK REINOU ABSOLUTA EM BERLIM
Os Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, apresentaram ao
mundo um novo fenômeno da natação. A holandesa Hendrika
Mastenbroeck desbancou todas as favoritas das provas de
natação, principalmente as norte-americanas, para consagrar-se
com três medalhas de ouro, além de uma outra de prata.
A primeira conquista viria na prova clássica da natação,
os 100 metros livre. Rie, como era conhecida, desbancou
sua compatriota Willemijintje Den Ouden na fase classificatória.
Aos 17 anos, Mastenbroeck teve como grande adversária
a argentina Jeannette Campbell. Apesar das disputas nos
primeiros 50 metros, Mastenbroeck estabeleceu dois corpos
de vantagem e garantiu, até com certa facilidade, o título
da prova. Campbell ficou com a prata.
Nos 400 metros, a disputa seria com a garota prodígio
dinamarquesa Rag Hveger. Durante sua carreira, Hveger
estabeleceria 42 recordes mundiais.
No entanto, a Olimpíada de Berlim e a década de 30 pertenciam
a Mastenbroeck, que atropelou a rival na prova final e
de quebra estabeleceu o novo recorde olímpico para a prova:
5'26''4.A terceira e consagradora medalha da jovem holandesa
viria no revezamento 4x100 metros livre.
Campeãs do revezamento feminino em Paris, Amsterdã e Los
Angeles, as norte-americanas se limitaram a um mero bronze
em Berlim. O título coube às holandesa, seguidas pela
forte equipe alemã, que dominava a prova até que Mastenbroeck,
última das holandesas, pulasse na piscina. Com um fôlego
invejável, a holandesa retirou os quatro corpos de vantagem
das alemãs e garantiu mais um ouro para a sua pátria.
Apesar do sucesso nas piscinas, Mastenbroeck enfrentou
muitas dificuldades fora delas.
A holandesa casou muito jovem, teve rapidamente dois filhos
e foi abandonada pelo marido, um alcoólatra. Para sustentar
sua família, largou o esporte em troca de um emprego como
faxineira num edifício público de Amsterdã.
Domínio japonês, só até 1936
Sem o Japão, afastado pela derrota na 2ª Guerra Mundial,
os norte-americanos não tiveram adversários a partir de
48. O domínio japonês também se fez presente nas Olimpíadas
de Berlim, em 1936. Ainda amparado pelo bom desempenho
em Los Angeles, os orientais dominaram as provas masculinas
e venceram, além dos 1.500 metros livre, os 200 metros
peito e o revezamento 4x200.
O desempenho japonês teve um saldo de três vitórias, e
mais duas medalhas de prata e cinco de bronze. Nas demais
provas, destaque para a conquista da medalha de ouro nos
100 metros livre pelo húngaro Ferenc Csik, de 22 anos,
um estudante de medicina de Budapeste.
Os Estados Unidos ainda conquistaram medalhas com Adolf
Kiefer, nos 100 metros costas e Jack Medica nos 400 metros
livre, prova que contou com o brasileiro João Havelange
que, 38 anos mais tarde, seria eleito presidente da Fifa.
Entre as mulheres, destaque para as portentosas nadadoras
holandesas, casos de Hendrika Mastenbroeck e Dina Senff,
além da japonesa Hidehiko Maehata, vencedora dos 100 metros
costas.
Com a ausência do Japão, afastado em virtude da derrota
na 2ª Guerra Mundial, os americanos não tiveram adversários
nas provas masculinas em 1948, em Londres. Venceram todas,
inclusive o revezamento 4x200 metros livre e os 100 metros
livre.
Uma mudança significativa surgiu: em um estilo desenvolvido
pela brasileira Maria Lenk, mais e mais competidores passaram
a utilizar as braçadas do hoje nado borboleta para levar
vantagem no estilo peito.
Até esta Olimpíada, os organizadores toleraram a invenção,
apenas criando a nova modalidade em Melbourne, em 1956.
Entre as mulheres, Holanda, Dinamarca e Estados Unidos
dividiram as vitórias. As norte-americanas faturaram as
disputas nos 400 metros livre e no revezamento 4x100 metros
livre. A Holanda garantiu o ouro nos 200 peito, e as dinamarquesas
venceram os 100 livre e 100 metros costas. |
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