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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CLAUDINEI QUIRINO

Claudinei Quirino e sua maior conquista

Foto Gary Hershorn/ Reuters
Foto Gary Hershorn/ Reuters

Edson Luciano, Claudinei Quirino, André Domingos e Vicente Lenílson, comemoram a conquista da medalha de prata nos 4x100m, em Sydney

Quem pensa que a prata olímpica no revezamento 4x100m em Sydney foi a maior conquista da carreira de Claudinei Quirino está enganado. O velocista é categórico ao afirmar que o melhor momento foi a vitória na etapa final do Grand Prix da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) em Munique, Alemanha, em 99.

"Realizei três sonhos de uma só vez: bati os recordes sul-americano e brasileiro, algo que eu sempre quis, derrotei o campeão mundial Maurice Greene, que estava no auge, e ainda fui campeão do GP", diz, para explicar que os dois primeiros sonhos tinham caráter pessoal, enquanto o terceiro tinha aspecto financeiro, já que ele embolsou US$ 50 mil pelo título.

Naquele 11 de setembro, o brasileiro marcou 19s89 nos 200m correndo contra um vento de 0,8 m/s. E melhorou em sete centésimos o recorde anterior, que pertencia a Robson Caetano da Silva há 10 anos. A marca de Claudinei ainda está em vigor.

A conquista teve um gosto especial por causa de uma antiga rivalidade entre os dois atletas. Durante os treinos do revezamento para o Mundial da Grécia, em 97, Claudinei começou a ganhar destaque, o que não agradou Robson, que teria passado então a bater com o bastão no pulso do colega. Os dois chegaram à agressão física. Claudinei só lamenta o fato de ter começado a correr tentando imitar exatamente aquele que considerava um ídolo no início da carreira.

A vitória sobre Greene, por sua vez, veio acompanhada de um acontecimento no mínimo insólito. O brasileiro terminou a prova apenas frações de segundo à frente do norte-americano, recordista mundial dos 100m. Os organizadores acabaram entregando a Greene o ursinho da pelúcia e o buquê de flores reservados ao campeão. O segundo colocado, no entanto, acabou dando a volta olímpica abraçado ao vencedor, que só foi anunciado pelos alto-falantes algum tempo depois. Com um inglês sofrível, o brasileiro disse ao rival "I winner", para reclamar as flores e o bichinho de pelúcia que afinal, eram seus.

Naquela prova, o representante demorou 141 milésimos de segundo para reagir ao tiro de partida, quase 1 centésimo a menos que Greene. O título de Claudinei foi o terceiro já conseguido por um brasileiro no Grand Prix. Antes, Robson Caetano vencera os 200m em 89 e Zequinha Barbosa os 800m, em 86.

Publicação: 19/06/2005
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