| Medalhista
de bronze com gosto de ouro
| Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta
Press |
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Nome: Vanderlei Cordeiro de Lima
Data de nascimento: 11 de agosto de
1969
Local : Cruzeiro d´ Oeste (PR)
Principais conquistas:
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Bicampeão em
maratonas dos Jogos Pan-Americano (Winnipeg-1999 e Santo
Domingo-2003);
. Bronze na maratona das Olimpíadas de Atenas-2004;
. Campeão da Maratona de Reims (1994);
. Campeão da Maratona de Tóquio (1996);
. Campeão da Maratona de Hamburgo (2004);
. Campeão da Maratona de São Paulo (2002);
. Vice-campeão da Maratona de Tóquio (1998);
. Terceiro lugar na Corrida de São Silvestre de 1996 e
quarto em 1992, 1994 e 2000. Participações olímpicas:
Atlanta-96, Sidney-2000 e Atenas-2004
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Aos 35 anos,Vanderlei Cordeiro de Lima entrou para a história
ao ser o primeiro medalhista brasileiro numa maratona olímpica.
Mas, muito além do lugar no pódio, o atleta se tornou um herói
internacional por outro fato: a agressão que sofreu do ex-padre
irlandês Cornellius Horan.
Vanderlei liderava a maratona das Olimpíadas de Atenas-2004
com uma vantagem de mais de 30 segundos para o segundo colocado,
o italiano Stefano Baldini. Por volta do quilômetro 36, o
fanático religioso Cornellius Horan driblou a segurança, invadiu
a área de competição e agarrou o brasileiro. O público ajudou
Vanderlei a se soltar do agressor e o corredor seguiu em frente.
Depois de perder o ritmo na prova, foi ultrapassado pelo rival
e também pelo norte-americano Meb Keflezighi para ficar com
a medalha de bronze.
Apesar da frustração, Vanderlei pôde ter a felicidade de,
na chegada ao estádio Panathinaikos, ser o mais aplaudido
ao cruzar na terceira colocação e conquistar a medalha de
bronze, com direito a aviãozinho, sua marca registrada de
comemoração.
O começo da carreira de Vanderlei Cordeiro também foi carregado
de sofrimento, assim como a conquista do bronze olímpico.
Nascido em de Cruzeiro d’Oeste, no dia 11 de agosto de 1969,
o paranaense precisou trabalhar na roça na colheita de algodão
para ajudar a família. Mesmo com o trabalho duro, Vanderlei
arrumava tempo para estudar e jogar suas peladas de fim de
semana. Foi num desses jogos de futebol que a habilidade do
garoto para o atletismo foi descoberta. O professor da equipe
de atletismo da escola em que Vanderlei estudava percebeu
como o ponta-direita corria e convenceu o jovem a treinar
junto de seu grupo de atletas.
A vida continuava difícil e o trabalho como bóia-fria atrapalhava
seus treinamentos, além da paixão pelo futebol ainda falar
mais alto. A certeza de que o atletismo seria seu caminho
aconteceu em 1984, quando Joaquim Cruz venceu os 800m das
Olimpíadas de Los Angeles. O surgimento de um ídolo foi o
incentivo que Vanderlei precisava para virar um atleta. Até
hoje, Joaquim Cruz tem como fã número 1 o maior maratonista
brasileiro.
| Foto Wander Roberto/COB/Divulgação |
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Vanderlei com a medalha de ouro no Pan-Americano
de Santo Domingo
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A solução encontrada por Vanderlei para que a idéia de ser
um atleta se realizasse foi a mudança para Maringá, uma cidade
com maior estrutura. Porém, o atleta precisava de maiores
desafios e, em 1988, mudou-se para São Paulo e passou a treinar
junto com a equipe da Eletropaulo. Em 1989, desanimado com
os treinamentos e poucos incentivos, mais uma vez mudou de
cidade. Trabalhando como motorista da Usina Ester, em Cosmópolis,
no interior paulista, o atleta não desistiu do esporte e continuou
treinando com o apoio da Eletropaulo.
E seu primeiro grande resultado iria acontecer três anos
mais tarde, quando conseguiu a quarta colocação na São Silvestre
de 1992. Essa foi a primeira das seis vezes que o brasileiro
terminou a prova entre os cinco primeiros. No entanto, em
sua última participação, no ano de 2005, ele amargou um resultado
abaixo do esperado após o bronze olímpico: apenas o 14º lugar.
No entanto, o rótulo de “melhor maratonista brasileiro”
não dependeu de seus resultados na prestigiada São Silvestre.
A alcunha começou a ser construída em 1996, na maratona de
Tóquio. Vanderlei bateu o recorde sul-americano com o tempo
de 2h8min38seg e venceu a prova por uma passada do português
Antônio Pinto.
| Foto Washington Alves/COB/Divulgação |
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Vanderlei comemora o 3º lugar na Maratona dos
Jogos Olimpicos de Atenas
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Classificado para a Copa do Mundo de Maratona de Atenas,
em 1997, Vanderlei mais uma vez se destacou e conseguiu a
medalha de bronze. Em 1998, mais dois bons resultados comprovaram
a qualidade do maratonista brasileiro. Em fevereiro, foi vice-campeão
da Maratona de Tóquio com o tempo de 2h08min31seg, novo recorde
sul-americano. Em novembro, na tradicional corrida de Nova
York, o brasileiro chegou em quinto lugar.
Correndo pelo Brasil - O atleta participou de três Jogos
Pan-Americanos e três Olimpíadas, sempre deixando clara a
honra de representar o Brasil. E não fez feio. Conquistou
duas medalhas de ouro em pan-americanos e uma de bronze em
Olimpíadas.
Sua primeira participação representando o país em Jogos
Olímpicos foi em Atlanta-1996. Vanderlei Cordeiro cumpriu
seu objetivo de terminar a maratona e cruzou a linha de chegada
em 45º. Quatro anos depois, nas Olimpíadas de Sidney-2000,
uma contusão muscular dias antes da prova prejudicou o desempenho
do brasileiro, que terminou a prova num decepcionante 75°
lugar.
Em Atenas-2004, a conquista da medalha de bronze coroou
a carreira de Vanderlei e o tornou celebridade mundial. Para
ele, não importa que o irlandês tenha lhe tirado a chance
de conquistar uma medalha de ouro, pois seu maior desafio
era conquistar uma medalha olímpica.
A história do paranaense em Jogos Pan-americanos é salientada
por duas conquistas importantes e uma decepção. Em Winnipeg-1999,
Vanderlei não teve dificuldades em garantir a medalha de ouro
para o Brasil, com tempo de 2h11min20seg. No Pan de Santo
Domingo-2003, o maratonista confirmou o bom momento na carreira
com outra vitória incontestável e subiu ao lugar mais alto
do pódio pela segunda vez.
A expectativa de conquistar o tricampeonato em solos brasileiros,
no entanto, foi frustrada com o desempenho de Vanderlei nos
Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro de 2007. O atleta,
responsável por carregar a bandeira nacional na cerimônia
de abertura da competição, chegou como favorito para vencer
na capital carioca, mas uma câimbra o fez abandonar a prova.
Sorte que Franck Caldeira manteve a medalha dourada no Brasil.
Com o mau resultado no Pan, o brasileiro se prepara agora
para Pequim-2008. “Meu objetivo é trabalhar para conseguir
o índice e disputar mais uma Olimpíada”, assegurou o atleta,
que na competição estará perto de completar o seu 39º aniversário.
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