| Foto Gazeta Press |
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Por Fernando Pratti, especial para
Gazeta Esportiva Net
O juiz lhe entrega a bola nas mãos. Ela curva os joelhos e
o corpo, fecha os olhos, abaixa a cabeça e bate fortemente
a bola no piso por três ou quatro vezes seguidas. Depois,
inclina o corpo, respira fundo, relaxa os ombros e abre os
olhos, mantendo a visão fixa no aro. Num rápido movimento,
arremessa a bola e espera que ela caia tranqüila na cesta
adversária.
Essa cena se repetiu por mais de 21 anos, nas principais competições
e campeonatos de basquete do mundo. Foi a marca registrada
da verdadeira rainha do basquete.
A pequena menina, de uma pobre família de Potirendaba (a 439
km a oeste da capital paulista), com nome de flor, sempre
reinou soberana nas quadras de basquete. Com 1,74m enfrentava
as gigantes do basquete, que procuravam pará-la de qualquer
forma.
Hortência conquistou os maiores títulos do basquete brasileiro.
Foi campeã mundial na Austrália, campeã pan-americana em Cuba,
desafiando o próprio ditador cubano Fidel Castro, vice-campeã
olímpica em Atlanta, além de vários Sul-americanos.
Hoje, a jogadora divide seu tempo entre palestras de basquete,
onde passa um pouco dessa experiência vencedora, os cuidados
de uma mãe dedicada, o comando de uma empresa de marketing
esportivo e a participação na Nossa Liga de
Basquete, entidade criada em 2005 com a participação
de Paula, Oscar e Janeth para tentar tirar do risco de insolvência
os clubes nacionais.
Hortência é a única brasileira com o nome
inscrito no Hall da Fama, em Springfield (EUA). Também
foi a primeira e é a única com a camisa incluída
no Hall. Também é dona do recorde mundial de pontos em uma
partida feminina. Mas nem todos esses feitos tiraram a simplicidade
e a vontade de vencer de sua majestade Hortência.
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