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Foto Gazeta Press
Foto Gazeta  Press
A rainha do basquete

Reconhecida como a rainha do basquete brasileiro e como uma das maiores jogadoras de todos os tempos. Na década de 80, foi a atleta mais destacada do Brasil e da América do Sul em todos os esportes. Foi campeã sul-americana em 86 e 89. Na decisão do bronze no Pan de Caracas, em 1983, o Brasil perdia para o Canadá, de Bev Smith, por apenas 1 ponto, faltando 20 segundos para o final, Hortência passou por duas adversárias e fez a cesta que deu a medalha de bronze para o Brasil.

Após a conquista da prata nos Pan-americanos de Indianápolis, a estrela canadense Bev Smith, questionada a respeito de qual jogadora era melhor, respondia: " Paula é o bolo e Hortência é a cobertura". Nessa época, a estrela começava a ser conhecida como a "rainha Hortência". Sendo uma das maiores atletas do planeta, Hortência participou de inúmeros comerciais para a TV (banco, xampu, construtora, alimentos, fraldas descartáveis, chinelos). Em 1988, a ala se revela uma personalidade forte e cria polêmica ao aceitar o convite para posar nua em uma revista masculina.

Em 1989, a rainha encontra seu rei. Hortência se casa com o rei da noite, José Victor Oliva e passa a se chamar Hortência de Fátima Marcari Oliva. No ano de 1990, o Brasil não fica entre os melhores no Mundial da Malásia, mas Hortência é a cestinha do Mundial de Seleções da Malásia com 256 pontos.

Em 1991, a ateta continua se superando e bate o recorde mundial de pontos em uma partida de basquete feminino. Nos Jogos Regionais, Sorocaba não tem dificuldades para vencer a equipe da cidade de Socorro, que parou para assistir à magrela anotar 121 pontos. Hortência foi a única da América do Sul a constar entre as seis melhores do mundo.

No mesmo ano em que fora agredida por um torcedor após uma partida contra a Ponte Preta, na cidade de Campinas, ela brilhava no Mundial da Austrália, sendo eleita a melhor ala do mundo e recebendo a Cruz do Mérito Desportivo. Em 1995, após uma carreira gloriosa, Hortência abandona o basquete para realizar mais um de seus sonhos: ser mãe.

Mas, os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, tiveram um grande apelo e a rainha voltou às quadras, após ter parado por mais de seis meses, e ajudou o Brasil a conquistar a prata olímpica, um feito inédito para o nosso basquete. Essa façanha é a síntese da carreira da rainha: a superação. Hortência, a rainha do basquete, ainda teve de atender uma requisição da Federação Internacional de Basquete (FIBA) e doou seu uniforme para fazer parte do Hall da Fama, que fica em Springfield, Massachussets, cidade em que o basquete foi inventado

Em 2005, depois de uma indicação anterior frustrada, Hortência finalmente teve o reconhecimento total do Hall da Fama do Esporte e passou a figurar entre os grandes nomes do esporte como a única representante brasileira.
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