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Jordan: momentos de decisão
Ninguém mais na história do esporte esteve tão acostumado
com os momentos decisivos como Michael “Air” Jordan. Selecionado
entre os 50 melhores jogadores da história da Liga, Jordan
foi seis vezes campeão da maior liga de basquete do mundo,
a NBA, na década de 90.
Quando ainda era universitário, levou a Universidade de North
Carolina ao título da NCAA (Associação Atlética Nacional de
Faculdades), dos Estados Unidos.
Na temporada 1991-92, após ser derrotado em diversas finais,
Jordan e companhia enfrentavam o Los Angeles Lakers, de Magic
Johnson. Os Lakers, grande campeão da década de 80, juntamente
com o Boston Celtics, traziam o melhor do estilo “showtime”.
Mesmo desfalcado do lendário Kareen Abdul-Jabbar, o Lakers
tinham Magic Johnson, James Worthy, Byron Scott, Vlade Divac,
Sam Perkins e Kurt Rambis.
Jordan, que tentava seu primeiro título ao lado de Scottie
Pippen, John Paxson, Bill Cartwright, B.J. Armstrong e Horace
Grant, não teve dificuldades para vencer o Los Angeles por
4 a 1 nas finais da liga. Jordan conseguiu seu primeiro título.
Na temporada seguinte, lá estavam os Bulls novamente como
favoritos. A magia de Johnson se afastava das quadras por
ter contraído o vírus da Aids. Era a vez do Portland Trail
Blazer, liderados pelo explosivo Clyde Drexler e contando
com jogadores excelentes como Danny Ainge, Terry Porter, James
Duckworthy e Cliff Robinson. Nos momentos finais do penúltimo
jogo, lá está Jordan com a bola na mão e nos últimos segundos,
chama para si a marcação e solta a bola para o armador John
Paxson, que faz um disparo certeiro de três pontos, eliminando
os Blazers da final.
Em 1993-94, os momentos finais do campeonato parecem um replay
da temporada passada. Jordan novamente chama a marcação e
assiste John Paxson, que fica livre para converter os pontos
da vitória do Bulls. Desta vez, as vítimas foram os jogadores
do Phoenix Suns, liderados por Charles Barkley.
Após dois anos sem Jordan na sua melhor forma, os Bulls voltam
com força máxima na temporada 1995-96. O time continuava sob
o comando técnico de Phill Jackson e tinha Toni Kukoc, Bill
Wennington, Ron Harper, Steve Kerr, Luc Longley e o reboteiro
Dennis Rodman. Desta vez, enfrentariam a forte defesa do Seattle
Supersonics, dos alas Shawn Kemp, Detlef Scheremf e Frank
Bricowsky, dos armadores Gary Payton, Natt McMillan e Hersey
Hawkins e do pivô Erving Johnson.
Mais uma vez Jordan e companhia deram um show. Desta vez,
não tinham John Paxson para o último arremesso de três, mas
tinham Steve Kerr, para fazer o seu papel no momento decisivo.
Em 1996-97 e 1997-98, a vítima foi o Utah Jazz, da dupla Karl
Malone e John Stockton, dos alas Jeff Hornacek, Bryon Russel,
Antoine Carr, Adam Keefe, Shandon Anderson, Chris Morris e
Greg Foster, do pivô Greg Ostertag e do armador Howard Eisley.
Na temporada 1996-97, nem mesmo a febre de mais de 40 graus
consegue parar a determinação de Jordan de ser pentacampeão.
E na última final da NBA, o ala-pivô Karl Malone, estava com
as bolas nas mãos, mas Jordan, num lance espetacular, tira
as bolas das mãos de Malone e parte para a cesta. Num arremesso
certeiro, Jordan, desta vez por suas próprias mãos, conquista
o hexacampeonato dos Bulls. “Quando eu vi o momento oportuno
de tirar vantagem (da defesa do Jazz), aproveitei a chance
e não duvidei de mim mesmo”, disse o astro referindo-se ao
momento arremesso decisivo.
Jordan sempre foi assim. A confiança em si levou o jogador
a inúmeras conquistas, fazendo dele o melhor atleta da última
década do século XX.
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