| Foto Gazeta Press |
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Nos anos 50, era Bob Cousy. Nos 60, Oscar
Robertson e nos anos 70, o destaque era o lendário Julius
Earving, o "doctor J . Nos anos 80, a NBA contou com um dos
mais revolucionários jogadores de toda a História. Ele conseguiu
tudo o que qualquer jogador gostaria de atingir em sua carreira
de 13 anos na NBA, mas as coisas nem sempre foram tão simples.
Após a conquista do título universitário, em 1979, Magic já
estava pronto para participar da loteria (draft) da NBA, a
Liga Profissional Norte-americana. Magic foi a primeira escolha,
sendo selecionado pelo Los Angeles Lakers, onde jogava o lendário
Kareem Abdul-Jabbar.
Os Lakers vivia uma fase decadente, após conquistar inúmeros
títulos nas outras décadas. O último campeonato vencido pela
equipe californiana foi em 1972. A diretoria da equipe confiava
no talento daquele jovem armador e ele não decepcionou. Já
em seu primeiro jogo com o tradicional uniforme amarelo dos
Lakers, Magic entrou e arrasou, sendo um dos responsáveis
pela vitória da equipe. No final da partida, Magic comemorava
como se tivesse vencido um campeonato. Corria pela quadra
e abraça efusivamente seus companheiros de equipe. "Calma.
Este é só o primeiro jogo, temos mais 81 jogos para ganhar
o campeonato", previa o superpivô Jabbar, conhecido anteriormente
com Lew Alcindor. E não deu outra. Finais de NBA e lá estava
os Lakers de Los Angeles, de Magic Johnson e de Kareem.
Mais uma vez, o adversário de Magic era o também calouro Larry
Bird, com quem ele já disputara a final universitária do ano
anterior. Bird, selecionado pelo Boston Celtics, foi escolhido
o novato do ano da liga, roubando o título de Earving. Mas
Magic deu o troco ao ser escolhido como o melhor jogador das
finais e ao conquistar o anel de campeão da temporada de 1972.
A NBA vivia um período de decadência. Inúmeros astros estavam
envolvidos com drogas, os ginásios estavam sempre vazios e
os outros esportes como o beisebol, o futebol americano e
o hóquei estavam na preferência do público norte-americano.
Com a entrada de Johnson e Bird, a liga ganhou novo fôlego
e o interesse do público pelo basquete aumentou.
A disputa particular para saber se Magic ou se Bird era melhor
lotava os ginásios da liga, principalmente o Boston Garden
e o Forum de Inglewood. Em plena Guerra Fria, as duas equipes
bipolarizam o basquete da NBA. Nessa década de 80, a principal
arma dos Lakers contra o inimigo Boston era o contra-ataque,
rápido e poderoso, liderado sempre por Magic Johnson e apoiado
por James Worthy, Byron Scott, Abdul-Jabbar e Kurt Rambis.
Magic não era só um líder nas quadras. Com seu sorriso sincero
e amabilidade, conquistava uma legião de fãs em todo o país
e a preferência entre os amantes do basquete. Em onze oportunidades,
Magic foi selecionado pelo público para o jogo das estrelas.
Além do carinho do público, Earving Johnson também conquistava
os anunciantes e patrocinadores, assinando diversos contratos
com inúmeros anunciantes.
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