| Foto Gazeta Press |
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Prorrogação
Hoje, o camisa 32 dos Lakers está mais velho,
mais experiente e, ao invés de vestir o uniforme amarelo do
time californiano, é comumentemente visto de terno e gravata,
conversando sobre aquisição de novos jogadores e estratégias
de marketing. Mas ele é e sempre será o mesmo Magic Johnson.
"Agora, nós temos cinemas, compramos um banco. Temos um selo
musical e uma empresa rodando um filme. Então, há coisas diferentes
acontecendo", comenta Johnson.
Mesmo afastado há mais de sete anos das quadras, Magic ainda
tem o costume de utilizar a primeira pessoa do plural quando
se refere às suas novas conquistas. Sente ainda como se fizesse
parte de uma equipe. O ex-jogador também mantém uma ótima
condição física e muscular. Além de acionista de sua ex-equipe,
o Los Angeles Lakes, o ex-astro da NBA viaja o mundo com sua
própria equipe de exibição, no estilo dos globetrotters.
Nós tivemos a oportunidade de receber a visita dessa equipe
para alguns jogos amistosos aqui no Brasil, em 1998. A equipe
jogou em São Paulo e no Rio de Janeiro contra a seleção brasileira
de 1987, que, liderada por Oscar, ganhou o Pan-americano de
Indianápolis. Magic trata todos os seus negócios como se fossem
um simples hobbie. Magic deve recolher, no final de 99, cerca
de US$ 400 milhões. Esse dinheiro vem de cinemas que possui
nos subúrbios de Atlanta, Houston e Detroit, os quais pretende
expandir para cafeterias e restaurantes da rede TGI Friday’s.
Vários parceiros estão interessados em participar desse império.
Mas, Magic além de ganhar dinheiro com seus cinemas, espera
também aumentar a moral da comunidade, gerando empregos para
mais de 100 pessoas em cada cinema. Em seus sonhos, Magic
sempre se viu como um empresário. O novo mundo do empresário
é fácil e ao mesmo tempo duro. Ele se exercita todas as manhãs
cerca de duas horas e meia, depois chega no escritório por
volta das 10h30, onde fica até às 20 horas. "É como ser um
calouro novamente. Parece que estou saindo de novo da faculdade,
tendo de conhecer a equipe, a liga etc. Isso é o que estou
fazendo nos negócios. A diversão é a mesma", afirma.
Desde que sua camisa 32 dos Lakers foi retirada em 91, Magic
não parou em nenhum momento. Treinou o a equipe californiana
em 94, estrelou um talk show em 98, fez diversos amistosos
em 96, montou um time para viajar o mundo jogando basquete.
Ele ainda malha diariamente, comenta jogos da NBA na TV, tornou-se
um dos proprietários do Lakers, gerencia os negócios do amigo
Mike Tyson, aumentou suas verbas para caridade, incluindo
educação de minorias e campanhas contra a Aids.
Earvin e sua esposa Cookie têm uma filha, Elisha, e um filho,
Earvin III. Além disso, Magic tem mais um filho chamado André,
que vive em Michigan, com sua mãe, e trabalha em um cinema
do pai, em Los Angeles. Magic continua sendo um exemplo na
luta contra a Aids. Apesar dos anos, o ex-atleta continua
forte e, recentemente, adotou uma dieta à base de peixes e
vegetais. Portador do HIV, ele toma os medicamentos duas vezes
por dia. "Você não pensa sobre manter a saúde e controlar
o HIV, você simplesmente faz", diz o empresário. Mesmo deixando
às noites das quartas-feiras livres para ficar com a família,
ele não perde uma oportunidade para jogar um pouco de basquete.
Só ou com seu time, não perde uma chance de competir.
Assim como Magic sente falta do basquete, nós, fãs do esporte,
sentimos ainda mais a sua ausência das quadras. Mas, onde
quer que ele esteja, o show tem de continuar.
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