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Foto Gazeta Press
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Por Luiz Felipe Fagundes, especial para Gazeta Esportiva Net

O começo - Marcel começou a jogar basquete aos 5 anos de idade, mas só como passatempo, influenciado por seu pai. Sério mesmo só em 1968, no Corinthians. Após a disputa do Campeonato Paulista daquele ano, ele voltou para suas origens: Jundiaí. Em 1972 ele já era a maior revelação da equipe principal do Jundiaiense e no ano seguinte ganhava prêmio de melhor atleta juvenil do Estado de São Paulo.

Um jovem na seleção - O ano de 1973 foi marcado também pela estréia de Marcel na seleção brasileira. Aos 16 anos de idade ele partia junto com o selecionado nacional para uma excursão de 10 jogos pelos EUA. O jovem atleta estava ao lado de grandes ídolos, como Carioquinha e Hélio Rubens. Ele entrava na seleção que só abandonou apíos a Olimpíada de Barcelona, em 1992.

Construindo uma carreira de sucesso - A essa altura, Marcel já era um grande ídolo em Jundiaí e passou a ser visado por diversos clubes. Em São Paulo, o EC Sírio era a grande sensação do basquete, não só paulista, mas nacional. Era conhecido por aliar nomes experientes a jogadores muito jovens. E foi no Sírio que Marcel deu um novo rumo em sua carreira. Em 1979, a seleção brasileira era composta pode jogadores jovens, entre os quais se destacavam Oscar e Marcel. O Sírio, visando a conquista do Mundial e aproveitando o desmache de seu rival Palmeiras, resolve seguir a mesma linha e traz o "Mão Santa" para se juntar a seu plantel, que já tinha Marcel. A dupla de cestinhas da seleção, agora era imotalizada com a camisa do Sírio. Era o primeiro passo para a consagfração mundial.

O Mundo a seus pés - Era outubro de 1979 e o ginásio do Ibirapuera estava completamente lotado para a final Mundial Interclubes, a Copa Willian Jones. O Sírio teve uma emocionante vitória sobre os iugoslavos do Bosnia de Sarajevo por 100 a 98 na prorrogação (88 a 88 no tempo regulamentar). Na quadra, um time inesquecível, comandado por Cláudio Mortari, com Marquinhos, Oscar, Dodi, o norte-americano Larry Williams e, é calro, Marcel. Aquele era o ano do time, que perdeu apenas quatro partidas, tinha uma média de 103 pontos por jogo e faturou o título do Paulista, do Brasileiro, do Sul-americano e do sonhado Mundial. “Saí da casa dos meus pais e vim para outra família”, lembra o ex-jogador Marcel . Para ele, o Sírio significa muito. “Vários jogadores que passaram pelo clube foram para a Seleção”. É certo que a realidade da época era bem diferente. “O amor à camisa falava muito alto”, recorda.

Cestas e macarronada - O convite para jogar na Itália foi muito comemorado por Marcel. Era a chance de jogar no basquet mais organizado e competitivo do mundo. Ele foi recebido de braços abertos pela torcida do Alno Fabriano e em pouco tempo já era considerado o "salvador da pátria". Marcel aproveitou para aperfeiçoar sua técnica e comer muita macarronada. Outro time defendido por ele na em terras italianas foi o Indesit Caserta. Em 1989 retornou ao Brasil, mas sempre manteve o sonho de voltar à Itália.

O Auge - No dia 23 de agosto de 1987, o basquete brasileiro viu sua maior conquista de todos os tempos. O que parecia impossível estava acontecendo na frente dos olho de toda uma eufórica torcida norte-americana. Era a final do Pan-americano de 1987, em Indianápolis. Após uma partida emocionante, a seleção brasileira, mais uma vez comandada por Oscar e Marcel, derrotou os poderosos donos da casa e faturaram

medalha de ouro. Foi o fim de uma Era no basquete dos Estados Unidos, que passaram a incluir jogadores da liga profissional (NBA) em sua seleção. O jogo parecia, a princípio, um passeio dos norte-americanos. O segundo tempo começou com os brasileiros perdendo por uma diferença de 22 pontos. Mas os adversários esqueceram que Marcel e Oscar estavam na quadra. Eles não pederam tempo. Comandaram uma virada histórica do Brasil, para desespero das 17 mil pessoas que compareceram ao Market Square Arena . Marcel, nos momentos decisivos, acertou um arremesso de três, deu uma assistência para Oscar e converteu a última cesta. Eles ainda foram os cestinhas da partida e do torneio. No final, o placar mostrava o milagre: Brasil 120 x 115 Estados Unidos. O silêncio da multidão diante da inquestionável vitória da seleção, soou como uma deliciosa música para todos os brasileiros que acompanhavam a partida.

O último arremesso - Aos 38 anos de idade, Marcel começou a perceber que o corpo já não obedecia mais seus comandos. Embora fosse a maior estrela do Palmeiras/Parmalat, ele sentia que chegava a hora de abandonar as quadra. Mas, Marcel jamis poeria abandonar as quadra. Partia o jogador e nascia um novo treinador.

O técnico - Logo que abandonou as quadras, Marcel recebeu um convite para treinar o Guarulhos, clube que ficou durante três anos. Logo depois, uma parceria com Oscar foi tentada, mas não durou muito tempo. Após a experiência, Marcel assumiu o Pinheiros,clube no qual atingiu sua maioridade como técnico e conseguiu seus principais resultados. Em 2001, o técnico Marcel aceitou um novo desafio para sua carreira: treinar o time de basquete feminino do falido Jundiaí, de Karina, sem abandonar o time masculino do Pinheiros. O convite surgiu com a saída do treinador da seleção Antônio Carlos Barbosa e Marcel aceitou prontamente. O time que começou o campeonato ajudado finaceiramente por Wanderley Luxemburgo não contava mais com grandes estrelas, como a ala Adriana, por exemplo. A equipe era um misto de jogadoras experientes, mas sem o melhor de sua forma física, casos de Marta e Karina, e jogadoras novas tentando encontrar seu espaço no basquete nacional. Marcel fez o que pôde e a equipe do Jundiaí terminou o Nacional Feminino de Basquete na sexta posição.

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