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Foto Gazeta Press
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Conquistando o mundo

Em 78, o Palmeiras desmontava sua superequipe e Mortari e Oscar iam para o Sírio, que já contava com Dodi, Marquinhos, Marcel, Larry Williams, Marcelo Vido, Agra, Paulinho Esteves, Saiani, Mike e Luizão. O time já tinha dois jogadores que faziam muitos pontos: Marcel e Marquinhos e, agora, com o cestinha Oscar se transformava num supertime.

"Era um time de estrelas, mas o Cláudio Mortari sabia administrar isso muito bem", define Oscar. Para ele, não havia problemas em jogar com Marcel e Marquinhos: "Quando ninguém me passsava a bola, eu ia pegar os rebotes e fazia os pontos do mesmo jeito".

Em 79, o Sírio ganhou tudo. A vitória no Sul-americano contra o Guaiqueries, em Isla Marguerita, na Venezuela, num tablado armado em um campo de beisebol foi histórica para Oscar, pois com ela o Sírio ganhava o direito de organizar no Brasil a Copa William Jones, equivalente ao Mundial Interclubes. A competição aconteceu em São Paulo, no ginásio do Ibirapuera.

Logo na estréia, a derrota para o Mokan, dos Estados Unidos, parecia que destruiria a conquista do título inédito para o País. Mas, o time continuou lutando, vencendo seus jogos e ainda contando com a sorte dos norte-americanos perderem para o Barranquilla, de Porto Rico, num jogo nervosíssimo.

Na partida final, o Sírio pegava o Bosna da Iugoslávia, ainda invictos na competição. Foi um jogo tenso e emocionante. O pivô Marquinhos jogava com a mão esquerda fraturada. Faltando dois segundos para o final da partida, Zé Galinha errou o segundo lance livre, quando os brasileiros perdiam por dois pontos. Oscar pega o rebote e sofre falta. O ala tem a chance da vitória nas mãos e não poderia. Quase vinte mil pessoas silenciavam e esperavam nervosas na arquibancada. Oscar se concentra, as duas bolas choram, mas caem, levando a partida para a prorrogação.

No tempo extra, Oscar converte quatro bolas seguidas e o Sírio abre uma boa vantagem, que consegue administrar até o final. "Eu vivi naquela noite a maior emoção da minha carreira até aquele momento, e ainda hoje é a maior emoção que um clube já me proporcionou", relembra Oscar.

Em 80, mesmo com a saída de Marquinhos e de Larry Williams, a equipe ainda conquistou o Paulista contra Franca, num jogo de muita rivalidade e que terminou com a maior confusão em Araraquara.

 

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