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Foto Gazeta Press
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Superando as dificuldades

Oscar Schmidt já era um mito no Distrito Federal, mas a nata do basquete naquela época se concentrava em São Paulo. Após o Sul-americano surgiu o interesse do Sport de Recife em levar o garoto Oscar, mas seus pais não o deixaram ir. Em seguida, foi a vez do Palmeiras, um dos melhores times da época fazer sua proposta para trazer o jovem para São Paulo. Oscar receberia casa, comida, estudo e algum dinheiro para sair no fim de semana. Dessa vez, seus pais não puderam se opor. O pai do jogador Carioquinha é que representou o Palmeiras e no mesmo dia em que fazia o contrato, já estava viajando de volta com a jovem promessa do esporte.

À tarde, Oscar já conhecia a república do Palmeiras, onde iria morar. "Nossa, lembro que senti uma tristeza enorme", relembra o atleta, que havia deixado sua família e seus amigos. "Dormi pensando neles (família) e nos meus amigos de Brasília".

E as coisas continuavam difíceis para o jovem Oscar. O dinheiro prometido nunca chegara em suas mãos nos primeiros seis meses. Às vezes, não tinha nem o que comer.
Oscar vivia um ritmo de treinamentos intensos. Praticava das cinco às onze da noite, nas equipes infantil, juvenil e principal do Palmeiras. Cansado dessa situação, ele ligou para seu pai e relatou a situação. "vou te buscar aí amanhã, não vai ficar assim não", ameaçou seu Oswaldo.

Mas Oscar queria jogar basquete. Estava muito triste com a situação. Quando estava chorando no vestiário após o treino, o técnico Cláudio Mortari foi conversar com ele para saber o que estava acontecendo. No dia seguinte Mortari levou Oscar para conversar com o empresário João Marino, que além de um dos donos da Caderneta de Poupança Continental era também responsável pelo basquete do Palmeiras na época. Este desconhecia o que estava acontecendo e prometeu tomar providências. A partir desse momento, o dr. João Marino passou a tratá-lo como um filho - seus outros dois filhos jogavam nas categorias menores da equipe - e nunca mais faltou nada do prometido para o jogador.

Além de continuar defendendo o Verdão, Oscar passou também a excursionar pela Europa com o time formado pelo empresário, chamado Continental. As viagens tinham como pretextos campeonatos de basquete, mas, na verdade, eram verdadeiras férias para seus filhos.

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