Fale conosco Receba o boletim  
  Abertura
  A chegada ao Palestra
  Pentacampeão paulista
  Uma seleção verde
  Faltou ar
  Raio-X
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ADEMIR DA GUIA
Renato Cordeiro/Gazeta Press
Renato Cordeiro/Gazeta Press

Por Laudicéia Machea

Foi nos campinhos de terra batida de Bangu - subúrbio carioca onde nasceu - que Ademir teve seus primeiros contatos com a bola. Naqueles primeiros anos da década de 50, o garoto ainda não era reconhecido pelo sobrenome ilustre, afinal, seus colegas de pelada - assim como ele - não haviam visto o grande mestre Domingos da Guia encantar os brasileiros com suas roubadas de bola. Por isso, o pequeno Ademir não tinha nenhuma regalia. Mas, mesmo assim, ele diz que era considerado um dos melhores. "Naqueles jogos, dois garotos escolhiam o time. E eu era sempre o primeiro a ser chamado".

Com a mesma esperança que move milhares de garotos brasileiros, seu colega Durval chamou-o para participar de um treino no Bangu. É claro que Ademir aceitou, mas até conseguir as chuteiras levou um tempo. Para sua sorte, o técnico do infantil, Moacir Bueno, tinha sido companheiro de Domingos da Guia nos tempos de Bangu. Por isso ou pelo seu talento, Ademir conseguiu uma vaga no time da categoria.

Em 1957 e 58, o principiante disputou o campeonato infantil e conquistou o 3º e 2º lugar, respectivamente. No ano seguinte, ele passaria para o juvenil. Ele lembra que naquela época o campeonato carioca juvenil tinha muito espaço na mídia e era sempre conquistado por Vasco, Fluminense, Flamengo e Botafogo. Mas, para surpresa geral, naquele ano o Bangu conquistou o torneio e, como gratificação, a diretoria decidiu integrar quatro juvenis ao elenco profissional que iria disputar um torneio em Nova York: Zé Maria, Helinho, Durval e, é claro, Ademir. Depois disso, ele não saiu mais do time profissional.

Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net Voltar            Topo da página