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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ADEMIR DA GUIA

A chegada ao Palestra

Gazeta Press
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Armando Renganeschi. A este senhor todos os palmeirenses devem muitos "muito obrigado". Ele foi o responsável pela melhor fase do alviverde paulista. Em um jogo do Guarani contra o Bangu, o técnico do Bugre ficou encantado com o futebol do jovem de 19 anos, Ademir da Guia. Insistiu para que o time de Campinas contratasse o garoto, mas o Guarani não dispunha do dinheiro para a transação. Dirigindo o Palmeiras, em 1961, Renganeschi solicitou a contratação de Ademir. Esse era o primeiro passo para o nascimento do Divino comandante da Academia. O presidente Delfino Facchina e o diretor de futebol Arnaldo Tirone aceitaram o pedido do técnico e trouxeram o negro-aço para o Palestra Itália pela quantia de 4 mil cruzeiros.

O primeiro jogo de Ademir com a camisa verde foi contra o Taubaté, em 1962, quando o Palmeiras venceu por 5 a 1. Mas ele ainda não ficaria em definitivo no time titular. Na sua posição, o Palmeiras contava com vários craques, entre eles Chinezinho.

O próprio Ademir afirma que quando chegou no Palestra era apenas mais um jogador e o pior: São Paulo era muito grande para ele. "Fiquei assustado. Deixar o pacato bairro do Bangu, onde vivia com meus pais e vir para a cidade grande foi um desafio." Os meses em que o Divino ficou no banco o ajudaram a se adaptar à cidade, ao time e criar condições para comandar um dos maiores times do País.

Ademir lembra que quando chegou ao Parque Antarctica, o alviverde tinha acabado de perder a Libertadores, mas que o clima era tranqüilo. "Naquela época, o torneio não era a lenda que é hoje." Quando chegou, o campeonato paulista tinha começado, mas ele não recebia muitas chances no time titular. "O Palmeiras tinha um elenco muito grande com mais de 40 jogadores. Só para conseguir treinar já era uma briga. Para entrar em campo nos jogos, nem se fala. Por causa desse número de jogadores, os salários eram muito ruins", lembra Ademir.

Sua oportunidade de entrar no time principal só chegou depois da Copa de 62, quando Chinezinho foi vendido para a Itália. Mesmo assim, ele diz que tinha que atuar em várias posições (volante, centroavante e meia) e continuar disputando o campeonato de aspirantes. Sua atuação era tão intensa que, em 1963, ele foi campeão paulista de aspirantes e profissional. Começaria aí uma longa história de títulos.

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