| Foto: Acervo/Gazeta Press |
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Ex-goleiro ensina futura geração
de craques
Por Paulo Amaral
Eduardo Roberto Stinghen, conhecido no futebol apenas como
Ado, nasceu em Santa Catarina, no 4 de julho de 1946, e ficou
marcado na história pela boa passagem como goleiro
do Corinthians, de 1969 a 1974.
Com a camisa do Timão, Ado fez 205 jogos e sofreu
168 gols. A exemplo de Emerson Leão, que já
foi modelo de roupas íntimas, Ado era considerado um
goleiro galã, por sua vasta cabeleira e pelo porte
atlético.
Como jogador, fez parte de um período difícil
na história corintiana, passando por um longo jejum
de títulos que começou em 1954. Uma de suas
participações marcantes aconteceu em um dos
jogos mais lembrados pelos torcedores da velha guarda do Timão.
No dia 25 de abril de 1971, Ado começou como titular
no inesquecível dia em que o Alvinegro virou o jogo
para cima do favorito Palmeiras e venceu por 4 a 3. Além
do camisa um, o técnico Francisco Sarno escalou: Zé
Maria, Sadi, Luis Carlos Gálter, Pedrinho, Tião,
Rivellino, Lindóia (Natal), Samarone (Adãozinho),
Mirandinha e Peri. Tião, Mirandinha (duas vezes) e
Adãozinho garantiram a vitória.
Além da ótima passagem pelo Corinthians, o
ex-jogador tem no currículo também o título
de tricampeão do mundo com a seleção
brasileira, sentado no banco de reservas de Félix na
Copa disputada no México, em 1970. À época,
a mídia esportiva clamava por sua presença como
titular da meta canarinho.
Atualmente, Ado transmite seus ensinamentos à futura
geração de craques do Brasil, já que
é dono de duas escolinhas de futebol, ambas na capital
paulista, e, de vez em quando, dá uma “canja”
aos alunos seja com a bola nos pés, seja apenas com
palavras, contando as inúmeras histórias que
acumulou em sua carreira.
Antes das escolinhas, Ado chegou a ser dono de dois restaurantes
em São Paulo, mas não agüentou a saudade
da bola e alegou que “o jogador morre duas vezes: quando
pára de jogar e quando morre de verdade. Não
há como fugir, a nossa vida é o futebol”.
Ado fez suas primeiras defesas com a camisa do Londrina,
clube no qual jogou de 1966 a 1969. Depois de ficar por cinco
anos no Timão, defendeu o América (RJ), em 1974,
o Atlético Mineiro no ano seguinte e a Portuguesa em
1976, mesmo ano em que defendeu o Velo Clube e o Santos.
Em 1977, trocou a Vila Belmiro pelo Ceará. Lá,
defendeu o Ferroviário e o Fortaleza, onde ficou até
1980, ano em que se transferiu para o Bragantino, clube onde
pendurou as luvas definitivamente em 1984. Pelo clube do interior,
Ado protagonizou uma cena curiosa: em 1982, marcou um gol
com as mãos, validado pela arbitragem.
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