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Publicação: 03/08/2007
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ADO
Foto: Acervo/Gazeta Press

Ex-goleiro ensina futura geração de craques

Por Paulo Amaral

Eduardo Roberto Stinghen, conhecido no futebol apenas como Ado, nasceu em Santa Catarina, no 4 de julho de 1946, e ficou marcado na história pela boa passagem como goleiro do Corinthians, de 1969 a 1974.

Com a camisa do Timão, Ado fez 205 jogos e sofreu 168 gols. A exemplo de Emerson Leão, que já foi modelo de roupas íntimas, Ado era considerado um goleiro galã, por sua vasta cabeleira e pelo porte atlético.

Como jogador, fez parte de um período difícil na história corintiana, passando por um longo jejum de títulos que começou em 1954. Uma de suas participações marcantes aconteceu em um dos jogos mais lembrados pelos torcedores da velha guarda do Timão.

No dia 25 de abril de 1971, Ado começou como titular no inesquecível dia em que o Alvinegro virou o jogo para cima do favorito Palmeiras e venceu por 4 a 3. Além do camisa um, o técnico Francisco Sarno escalou: Zé Maria, Sadi, Luis Carlos Gálter, Pedrinho, Tião, Rivellino, Lindóia (Natal), Samarone (Adãozinho), Mirandinha e Peri. Tião, Mirandinha (duas vezes) e Adãozinho garantiram a vitória.

Além da ótima passagem pelo Corinthians, o ex-jogador tem no currículo também o título de tricampeão do mundo com a seleção brasileira, sentado no banco de reservas de Félix na Copa disputada no México, em 1970. À época, a mídia esportiva clamava por sua presença como titular da meta canarinho.

Atualmente, Ado transmite seus ensinamentos à futura geração de craques do Brasil, já que é dono de duas escolinhas de futebol, ambas na capital paulista, e, de vez em quando, dá uma “canja” aos alunos seja com a bola nos pés, seja apenas com palavras, contando as inúmeras histórias que acumulou em sua carreira.

Antes das escolinhas, Ado chegou a ser dono de dois restaurantes em São Paulo, mas não agüentou a saudade da bola e alegou que “o jogador morre duas vezes: quando pára de jogar e quando morre de verdade. Não há como fugir, a nossa vida é o futebol”.

Ado fez suas primeiras defesas com a camisa do Londrina, clube no qual jogou de 1966 a 1969. Depois de ficar por cinco anos no Timão, defendeu o América (RJ), em 1974, o Atlético Mineiro no ano seguinte e a Portuguesa em 1976, mesmo ano em que defendeu o Velo Clube e o Santos.

Em 1977, trocou a Vila Belmiro pelo Ceará. Lá, defendeu o Ferroviário e o Fortaleza, onde ficou até 1980, ano em que se transferiu para o Bragantino, clube onde pendurou as luvas definitivamente em 1984. Pelo clube do interior, Ado protagonizou uma cena curiosa: em 1982, marcou um gol com as mãos, validado pela arbitragem.

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