| Foto: Reuters |
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Aldair chegou à Roma em um ambiente
de muita festa. Logo após a Copa do Mundo de 1990,
disputada na Itália, onde não havia atuado por
um minuto sequer. Mas não importava. Seu cartão
de visitas havia sido apresentado na temporada anterior, quando
ainda atuava pelo Benfica. A partida que realizara na final
da Copa dos Campeões contra o Milan foi digna de nota.
E foi um grande negócio. Na época, seu passe
foi comprado por módicos 4,2 milhões de dólares.
E logo na sua primeira temporada no futebol italiano, Aldair
já demonstrava a qualidade que o consagrou em toda
a Europa. Facilmente adaptado ao estilo de jogo físico
e de muita marcação, o jogador passou a desfilar
nos gramados do país o seu talento e a sua lealdade
- por raras vezes foi expulso na carreira.
Então, em 1990 começava uma história
que ninguém jamais poderia imaginar que duraria por
tanto tempo. Sua fidelidade para com o time romano fez dele
uma lenda nos gramados do futebol italiano. Ao todo, defendeu
a Roma por 13 temporadas consecutivas, um recorde absoluto.
Para se ter uma idéia, somente o lateral do Milan,
Paolo Maldini, dentre todos os jogadores que atuam na primeira
divisão do futebol italiano, está há
tanto tempo jogando no mesmo clube ininterruptamente. Nenhum
outro jogador estrangeiro havia conseguido disputar essa quantidade
de temporadas na Liga.
Ao todo, Aldair atuou mais de 400 vezes com a camisa do time
da capital romana, marcando 14 gols. Seu carisma é
tanto que é carinhosamente chamado, em Roma, de Pluto,
alusão ao cachorro do Mickey. Os torcedores o têm
como verdadeiro ídolo local, tanto que na última
temporada antes de abandonar de vez os gramados europeus,
foi obrigado a renovar seu contrato por mais um ano por pressão
dos torcedores.
Torcedores que não se esquecem de sua contribuição
para a conquista do título do Campeonato Italiano na
temporada 2000/2001. Até mesmo a torcida do time rival,
a Lazio, conhecida por manifestações xenófobas
e racistas, respeita Aldair, por conta de sua lealdade ao
clube e sua honestidade.
Sua importância para a história da Roma é
grande, mas pode ser resumida em um simples ato: em homenagem
aos seus anos todos de clube, a diretoria da Roma decidiu
aposentar de vez a camisa número 6. Tal honra só
havia sido concedida antes no futebol italiano a Baresi, do
Milan, e a Maradona, do Napoli.
Embora sua gloriosa história na Roma tenha acabado
em uma derrota, seus feitos pelo clube jamais serão
esquecidos pelos torcedores locais.
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