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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . . . . . . ALEX
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press

Alex nunca esteve tão acordado

Por Alexandre Sinato, especial para a GE Net

Ele já foi do céu ao inferno no futebol, recebendo duras críticas e muitos elogios. Mas mesmo nos momentos mais difíceis de sua carreira, o curitibano Alexsandro de Souza, ou simplesmente Alex, nunca teve seu talento contestado ou colocado em dúvida. A habilidosa perna esquerda desse meia de 26 anos, que já deu inúmeras alegrias a coritibanos, palmeirenses e cruzeirense, hoje enche os olhos da torcida do Fenerbahçe, da Turquia.

Depois de conduzir o Cruzeiro ao inédito título do Campeonato Brasileiro em 2003, troféu que o clube ainda não possuía em sua coleção, Alex passou a chamar a atenção de clubes do exterior. Também foi fundamental na conquista da Copa do Brasil e do Campeonato Mineiro de 2003. Responsável pela armação das jogadas do Cruzeiro naquele ano, o meia ainda mostrou um faro de gols aguçado, balançando as redes adversárias 23 vezes no Brasileirão, tornando-se o artilheiro da equipe mineira.

No entanto, toda essa intimidade com a bola apareceu a quilômetros de distância de Belo Horizonte, mais precisamente em uma 'peneira' do Coritiba. Aos nove anos de idade, Alex agradou o professor Miro, responsável pelo teste, mas foi considerado muito jovem para jogar campo. Com isso, o garoto fã de Zico acabou convidado para atuar no time de futebol de salão da AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil).

Depois de três anos nas quadras, Alex realizou outro teste e finalmente foi para os gramados para defender o Coritiba. Cinco anos mais tarde, o meia já tinha passado por todas as categorias de base do clube paranaense, profissionalizando-se em 1995, quando o Coxa era comandado por Paulo César Carpegiani.

Como a equipe não fazia uma boa campanha no Campeonato Paranaense, Carpegiani decidiu dar oportunidade aos mais jovens. Alex e outros garotos ajudaram na recuperação do time e chegaram à decisão do torneio, quando foram derrotados por 1 a 0 pelo Paraná na segunda final e acabaram com o segundo lugar.

No segundo semestre de 95, o meia então participou de seu maior feito dentro do clube. Apesar de ficar novamente atrás de um arqui-rival, desta vez o Atlético-PR, o Coritiba garantiu o acesso à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro ao terminar em segundo lugar na Série B. Alex se despediu do Coxa na metade de 97, quando se transferiu para o Palmeiras sem ter faturado nenhum título pela equipe curitibana, da qual é torcedor declarado.

No entanto, o atleta não está conseguindo acompanhar os jogos do Coxa com muita freqüência. Em 2004, o meia se transferiu para o Fenerbahçe, onde faz sucesso até hoje. E foi justamente no clube turco que o ex-cruzeirense conquistou seu primeiro título por uma equipe internacional.

Em maio de 2005, o Fenerbahçe venceu o arqui-rival Galatasaray por 1 a 0 e garantiu o título do Campeonato Turco com uma rodada de antecipação. Como não poderia ser diferente, Alex foi o líder da equipe na conquista da taça. Eleito o melhor jogador do time na competição, o meia festejou muito seu primeiro triunfo fora do país.

“Para mim é especial, é meu primeiro título fora do Brasil. Ganhei todos os títulos no Brasil e ser campeão é sempre bom. Ficamos felizes e satisfeitos”, garantiu o meia, que atuou em 30 das 33 partidas do time. Alex ainda marcou 24 gols e fez 15 assistências na temporada.

Atualizado: 23/05/2005
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