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Guarda do Carandiru
Após abandonar os gramados, a vida de Baltazar se
dividiu em momentos gloriosos no esporte e mazelas fora dele.
Em 1964, o ex-jogador se tornou auxiliar técnico no
Timão. Depois de seis anos no cargo, foi efetivado
e passou a comandar a equipe que o consagrou dentro das quatro
linhas.
| Foto Acervo /Gazeta Press |
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Entre 1970 e 1971, alcançou bons resultados, como
a semifinal do primeiro Campeonato Brasileiro da história.
Ele deixou o comando técnico logo em seguida, depois
de um desentendimento com a diretoria. Os dirigentes queriam
que ele escalasse o goleiro Ado, da seleção
brasileira, como titular. Ao invés disso, Baltazar
preferia Sidnei.
Depois da carreira como treinador do Corinthians, o Cabecinha
de Ouro ainda esteve nos bancos de equipes menores, como o
Saad, de São Caetano, Rio claro, Campinense e União
de Mogi das Cruzes.
Entretanto, a era pós-futebol reservava momentos diferentes
para Baltazar. Com dificuldades financeiras, foi vendedor
de livros, comerciante e trabalhou quatro anos como guarda
do presídio do Carandiru, na Zona Norte da capital
paulista.
Terminou a vida triste com o futebol, pois não obtinha
ajuda de quase ninguém. Segundo Baltazar, apenas a
Portuguesa proporcionava a ele algum auxílio, mesmo
nunca tendo atuado no Canindé. Morreu no dia 25 de
março de 1997, aos 71 anos, vítima de insuficiência
cardíaca.
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