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Foto: Acervo/Gazeta Press
Foto Acervo/Gazeta Press

Uma história realmente cabeça

Por Denis Eduardo Serio, Especial para GE.Net

Todo grande jogador tem uma característica própria, algo que só ele possui. Uma espécie de identidade futebolística que marca a carreira do atleta. Muitos deles se destacaram em virtude de dribles sensacionais, rapidez, chutes precisos e impactantes. Porém, poucos foram tão notáveis na arte do cabeceio como Oswaldo Silva (1926-1997), o Baltazar. Ou melhor, o "Cabecinha de Ouro".

O atacante alicerçou uma carreira de imensas glórias no Corinthians e fez parte da última geração realmente vencedora antes dos longos 23 anos de jejum que o time enfrentou entre 1954 e 1977. Mais do que isso, ele detém marcas expressivas, que seus gols de cabeça ajudaram a construir.

Em sua especialidade, balançou 71 vezes as redes pelo Timão, de um total de 267 gols. Esses números o colocam como o segundo maior artilheiro da história do clube, atrás apenas de Cláudio, seu companheiro de ataque por 12 anos, que fez a alegria da nação alvinegra por 306 vezes. Na hora de falar das suas cabeçadas, o artilheiro não utiliza a falsa modéstia. "Não fui bom com os pés. Mas, com a cabeça, nem o Pelé foi melhor do que eu", diz.

A fama de suas testadas era tanta que virou até música. A marchinha Gol de Baltazar, composta por Alfredo Borba, em 1952, foi feita em homenagem ao craque. O refrão refletia algo corriqueiro no cotidiano nos torcedores do Corinthians. "Gol de Baltazar/ Gol de Baltazar/ Salta o cabecinha/ 1 a 0 no placar".

Seu apelido surgiu após comparações com seu irmão, que se chamava Baltazar e também era jogador de futebol. Entretanto, diferentemente do irmão, o verdadeiro Baltazar não obteve sucesso no esporte. Oswaldo Silva, sim. Incorporado como nome dentro das quatro linhas, o apelido "Baltazar" foi suplantado por outro que veio a ser a verdadeira designação do craque: "O cabecinha de ouro".

Publicação: 30/01/2004
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