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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . BALTAZAR

Trajetória: das praias para os campos

Foto Acervo/ Gazeta Press

Nascido na cidade de Santos, no dia 14 de janeiro de 1926, Baltazar costumava jogar bola na praia quando criança. Dessa maneira, aprendeu os primeiros dribles e sentiu o gosto dos gols.

Como a maioria dos futebolistas brasileiros, tinha de trabalhar para ajudar no sustento da família. Aos 16 anos, como assistente de caixeiro, calçou as chuteiras pela primeira vez. Em 1944, aos 18 anos, foi levado ao Jabaquara, um clube praiano que tinha certa projeção na época, tornando-se um profissional. Firmou-se como titular rapidamente.

Depois de desfrutar de alguma notoriedade, foi comprado pelo Corinthians em 1945, como meia-direita. Sua estréia, ironicamente, aconteceu contra seu ex-clube. A partida, disputada no dia 15 de novembro, terminou empatada em incríveis 5 a 5. Baltazar, porém, não marcou. Redimiu-se na partida seguinte, contra o Bahia, quando anotou o gol da vitória por 1 a 0.

Nas suas primeiras competições oficiais pelo Timão, Baltazar não teve sorte. Foi vice-campeão paulista de 1946 e 1947, conquistando sua primeira competição em 1950, quando ajudou sua equipe a garantir o caneco do Torneio Rio- São Paulo, sendo inclusive artilheiro do torneio, com nove gols.

Nessa época, já se encontrava entrosado com Cláudio. Apesar de os dois atacantes possuírem uma jogada característica (cruzamento de Cláudio pela direita e cabeçada de Baltazar), nenhuma zaga conseguia pará-los com eficiência.

Desse ataque matador surgiram as maiores glórias do Alvinegro na década de 50. Em 1951, foi a vez da equipe conquistar o Campeonato Paulista, dose repetida em 1952, quando o Cabecinha de Ouro foi artilheiro com 27 gols, e em 1954, ano em que o Corinthians alcançou o título do 4º centenário da cidade de São Paulo.

Em 1953, para suprir a falta do título estadual, o clube venceu mais uma vez o torneio Rio-São Paulo. Ele não jogou nenhuma partida no regional do ano seguinte, também conquistado pelo clube do Parque São Jorge. Virou ídolo da nação corintiana. Certa vez, ganhou um automóvel por ter sido eleito o jogador mais popular de sua época. O carro acabou pegando fogo em um acidente. Porém, a torcida lhe deu outro. Em maio de 1957, foi vendido para o Juventus e encerrou a carreira em 1958.

Publicação: 30/01/2004
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