| Foto: Acervo / Gazeta Press |
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Da Casa Verde para a rubro-verde
Basílio começou
jogando como centroavante no Cruz da Esperança, time
varzeano da Casa Verde. Descoberto por olheiros da Portuguesa,
rumou para o Canindé em 1964, quando se integrou ao
quadro dos juvenis. À essa altura, devido ao seu mirrado
físico, já fora deslocado de posição:
em vez de trombar com os fortes zagueiros na área,
tinha agora como tarefa recuar para a meia-direita a fim de
servir os atacantes mais robustos.
A partir de 66, começou a concentrar com os profissionais,
onde encontrou jogadores de alto nível, como Leivinha
e Ivair, o Príncipe. Durante três anos ficou
na reserva desses grandes craques, tentando aprender o máximo
da técnica dos dois. Foi efetivado no quadro principal
em 69, quando Leivinha foi seduzido pelos cruzeiros do Palmeiras
e se foi para a Academia do Parque. Coube ao menino Basílio,
com 20 anos de idade, suprir a ausência do ex-titular.
No entanto, Basílio caiu bem no time da Portuguesa.
Quatro anos mais tarde, ele fez parte da última geração
vitoriosa do time rubro-verde. Foi campeão da Taça
São Paulo e do Campeonato Paulista de 73, no famoso
título dividido com o Santos devido à incompetência
aritmética do juiz Armando Marques na cobrança
dos pênaltis.
O futebol do meia-direita já despertava a atenção
dos outros clubes grandes do Estado. Em 72, o Corinthians
quase o contratou, mas esbarrou nos altos valores pedidos
pela Lusa. Três anos mais tarde, foi o Santos quem veio
com força total atrás de sua contratação.
Porém, os santistas não contavam com a malícia
de Vicente Matheus, presidente do Corinthians, que numa confusa
negociação, que durou quase 24 horas, passou
a perna nos rivais e, na madrugada do 4 de março de
75, ofereceu-lhe .um salário de Cr$ 12 mil mensais,
luvas de Cr$ 200 mil, no ato, e mais Cr$ 450 mil à
Portuguesa divididos em nove parcelas iguais. No dia seguinte,
ainda agitado devido à novela toda, Basílio
apresentava-se no Parque São Jorge.
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