| Gazeta Press |
 |
Certa vez, Bebeto declarou: "Se voltar, a prioridade será
dos meus clubes do coração", disse, referindo-se a Flamengo
e Vasco. O rubro-negro carioca, agora não tão glorioso quanto
antes, montava um supertime e pretendia contratá-lo novamente.
Em 1996, as grandes estrelas do Fla eram outras. Romário,
que veio com estardalhaço do Barcelona, e Sávio, prata da
casa, faziam as honras. Deu tudo errado. Muito criticado pela
exigente, mas nem sempre coerente imprensa brasileira, seu
desempenho ficou muito abaixo do esperado e o sonho flamenguista
de ter o "melhor ataque do mundo" fracassou.
Em 1996 mesmo, mais uma atitude antiética na Gávea. Repleto
de dívidas, o presidente Kléber Leite resolve vender o recém-chegado
Bebeto. Magoado mais uma vez, o jogador volta para a Espanha,
onde defenderia o Sevilha. Sem brilho, Bebeto volta para o
clube que o revelou, o Vitória da Bahia no ano seguinte a
seu retorno ao Brasil. Novamente, suas atuações estão longe
daquilo que o consagrou. Ele foi campeão baiano nessa temporada.
Ainda apagado, Bebeto passa pelo Botafogo, Kashima Antlers
e Toros Neza, antes de se integrar ao Vitória em 2000.
A partir daí, Bebeto não conseguiu mais jogar
uma temporada inteira. Antes de encerrar a carreira, teve
mais duas passagens pelo Vasco, em 2001 e 2002. Para encerrar,
o jogador se arriscou no futebol árabe, no Al-Ittihad,
onde ficou devendo um bom futebol e ainda não recebeu
todo o dinheiro a que tinha direito.
Agora, Bebeto atua somente fora dos gramados. Ao lado do ex-lateral
Jorginho, que também conquistou o tetra com a seleção
brasileira nos Estados Unidos, ele ajuda crianças carentes
e tem uma empresa que cuida de alguns atletas profissionais.
.
|